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EDITORIAL - Esperado presente
17/12/2012, às 18:40:07

Araxá completa 147 anos na quarta-feira, 19 de dezembro, beirando os 100 mil habitantes e, como sempre, com futuro promissor. Mas e o presente? A história confirma que essa terra é rica por natureza, mas tanto privilégio pode levar à acomodação, à incapacidade, ao orgulho, à cobiça e à desunião. Cabe ao povo araxaense, especialmente às lideranças, bem conduzir esse destino de cidade próspera para que realmente seja cada dia mais justa e harmônica. Caso contrário, se prevalecer soberba, preguiça, inveja dentre outros valores que podem vingar e crescer quando se tem tudo mais facilmente, a tendência é a de desagregar o conjunto, estagnar o progresso, piorar a qualidade de vida. É utopia nivelar todos no mesmo grau de evolução e entendimento humano, mas é possível puxar pra cima ou pra baixo conforme a vontade da maioria.  

Politicamente, em Araxá é preciso deixar de fingir e realmente agir pelo interesse de todos, abrindo mão do individual. Mais uma vez, em decorrência de uma acirrada disputa eleitoral, a mais apertada dos últimos tempos, uns insistem em não baixar as armas. Esses seguem céticos e pessimistas de que nada pode melhorar, desconfiam de tudo e de todos, no fundo porque não querem mesmo que isto ocorra, preferem detonar a imagem da cidade, plantar inimizades, torcer pelo mal, desqualificar simplesmente porque não conseguem ver o mundo de outra forma. Na vida, estamos sempre ganhando e perdendo, nos equilibrando de forma a tirar boas lições, principalmente das derrotas e sofrimentos. Para enxergar além, buscar novos desafios, voltar a sonhar, planejar e realizar é preciso ser humilde, de fato perdoar e querer fazer bem feito. Se uma só pessoa consegue reestruturar a sua vida ao agir assim pelo bem, então, se milhares estiverem juntas podem transformar o ambiente em que vivem independentemente das dificuldades.

As críticas são necessárias em qualquer caminho, mas não as destrutivas. A ânsia de questionar sem qualquer intuito de fazer crescer, sem propor solução para melhorar o estado das coisas, cega primeiro a própria pessoa. Quando alguém não quer ver o que existe de bom neste mundo, realmente permanece nas sombras. É preciso dar trégua à batalha política depois das eleições, sem os discursos vazios que mal disfarçam as ações ardilosas. Araxá não merece a pequenez política que entrava o seu progresso, impedindo a população de fazer o melhor proveito do que dispõe. Se não é das lideranças, principalmente as políticas, de quem é a culpa da cidade estar devendo à altura do seu potencial em educação, saúde, turismo e outras áreas?

Não se pode atribuir tanto gargalo a uma única gestão municipal, assim como não se pode considerar ruim uma próxima que nem mesmo foi iniciada. Se a atual administração municipal não tivesse um rol de realizações, apesar dos percalços e do que ainda está pendente de solução, não se repetiria conforme a vontade do povo que está sim expressa nas urnas, mesmo se tivesse sido por apenas um voto de diferença.  O que se vivencia em Araxá politicamente é histórico, tanto que essa acirrada oposição que não leva a cidade a nada já ocorreu noutros tempos. Araxá não é um feudo, embora uns insistam em considerar a cidade propriedade de alguns poucos. É preciso comparar o desenvolvimento de cidades próximas que não têm os mesmos recursos, como Patrocínio e Patos de Minas, para ver que Araxá precisa desemperrar-se.  

Durante os últimos vinte anos, pregaram que o município precisava ter representatividade estadual e federal. No entanto, não adianta ampliar esse espaço se não existir um relacionamento de respeito entre as partes, se não houver entrosamento com a gestão municipal. Pois mal acabou o pleito, novamente tentam manipular a população pela ânsia do poder, jogando uns contra outros. O melhor presente para Araxá seria ter as suas forças políticas efetivamente trabalhando os mesmos projetos, mesmo se lá na frente num próximo pleito voltarem a divergir, porque o importante é cada um respeitar o espaço conquistado do outro e seguir em direção a todos. Quiçá, no aniversário de 148 anos, o clima estabelecido na cidade esteja repleto de otimismo, compreensão, entendimento e disposição para o bem.   

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