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Secretaria de Saúde quer fazer as adequações nas unidades dentro do prazo da Vigilância
15/06/2011, às 07:43:26

 

    A secretária municipal de Saúde, Patrícia Auxiliadora da Silva, informa que estão em andamento as providências para a adequação das Unidades Integradas de Saúde (Unis) e do Centro de Vacinação às normas de funcionamento estabelecidas pela Vigilância Sanitária Estadual. De acordo com laudos da Vigilância Sanitária solicitados pelo promotor curador da Saúde, Marcus Paulo Queiroz Macêdo, a maioria das providências é comum às unidades, com prazos para serem realizadas que variam de 10 a 120 dias, desde a reforma do prédio e reposição do mobiliário, até deposição correta do lixo, uso de material estéril, controle de estoque e treinamento de funcionários. A Vigilância também determinou no relatório a aquisição de dois novos aparelhos de ultrassonografia.
    Em entrevista ao Clarim, Patrícia explica que assumiu a pasta há um mês e meio com o objetivo de coordenar uma reestruturação que vise primeiro a resolutividade do atendimento básico, conforme preconiza o Sus.    

Clarim – Recentemente, houve a necessidade de adequação do Centro de Vacinação que foi fechado. Agora, as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária Estadual atingem todas as Unis, com laudos e prazos para que várias providências sejam tomadas. O que você tem a esclarecer à população sobre esses fatos?

Patrícia – Essas providências já estão sendo respondidas e trabalhadas na medida do possível. Inclusive, a questão da ultrassonografia na Uninorte já está em fim de processo licitatório depois de um estudo iniciado há seis meses. O Centro de Vacinação foi fechado e ainda não foi reaberto porque está passando pela reforma do espaço físico e questões administrativas que já estão sendo sanadas para um melhor atendimento à população. A Unisul já está passando pela reforma e parte das coisas pedidas pela Vigilância já foi realizada, além dos protocolos, as linhas que devem ser seguidas e a parte de higienização que já está sendo feita com servidores. Para que tudo volte ao normal, para um bom atendimento à população.


Clarim – Pelos laudos, não há nas unidades de saúde de Araxá nem material estéril para a realização de exames clínicos e ginecológicos; o lixo não é depositado da forma adequada; não existe controle de estoque. Essas são medidas muito básicas que a Vigilância pede, por que essa realidade?
Patrícia – Nós assumimos a Secretaria Municipal de Saúde há um mês e quinze dias e estamos passando por uma reestruturação, com uma equipe técnica que está fazendo uma educação continuada e uma qualificação para o servidor na unidade, no atendimento. Inclusive, essa falta de medicamento, de suprimentos, já está sendo trabalhada. A gente sempre trabalhou lá no almoxarifado com estoque máximo e mínimo, para não vir deixar faltar medicamentos, material nas unidades, explicando para as enfermeiras coordenadoras e servidores que fazem esse uso como fazer essa requisição, a solicitação e esse controle. Agora estamos implantando na Secretaria de Saúde, com uma equipe muito boa no almoxarifado que está trabalhando justamente com isso. Estamos em reunião constantemente, temos uma pessoa com especialidade só para acompanhar licitação, repor os estoques. Tanto que a saúde tem um processo de licitação que chama-se de urgência e emergência, porque têm alguns casos que a gente não pode esperar a licitação, podemos estar trabalhando na emergência. É o caso desses dentistas que estavam paralisando por causa da falta do papel crepado e, não seria o caso disto acontecer, porque inclusive tínhamos uma unidade no Sesc que tinha esse material e dava para estar suprindo até a sua chegada que foi hoje (terça-feira, 14) à tarde. Estamos trabalhando justamente para não acontecer isso mais, porque estamos nos reorganizando e reestruturando a equipe e o trabalho para atender melhor o cidadão.


Clarim – A Vigilância dá prazos que variam de 10 a 120 dias para a tomada de providências, será possível cumpri-los?

Patrícia – Estamos correndo contra o tempo. Eu estou me dedicando e, se for preciso, trabalho sábado, domingo, não estamos medindo esforços para dar conta de cumprir esse tempo. Eu tenho certeza que nós vamos conseguir esse resultado junto a esse prazo, na medida do possível já estamos adequando. Inclusive, para o Centro de Vacinação, o prazo de trinta dias já está quase vencendo e vamos terminar a reestruturação física nesses poucos dias, como a parte elétrica. O pessoal interno está trabalhando normal e passando por uma educação continuada, porque assim que reabrir é só colocar a equipe para fazer o atendimento.


ClarimQuer dizer que a população pode esperar porque realmente haverá essas mudanças apontadas pela Vigilância na saúde de Araxá?
Patrícia – Com certeza, é meta nossa estar readequando dentro da Vigilância Sanitária para dar um atendimento com humanização e acolhimento. Se preciso for, a gente até pede o apoio da Vigilância para passar em outros setores, porque será em cima disto que estaremos trabalhando para seguir uma linha guia, uma diretriz, a norma do Sus. Eu tenho esse objetivo de trabalhar junto com a Vigilância Sanitária e o Conselho Municipal de Saúde, porque é seguir a normatização do Sus e, desta forma, nosso trabalho vai fluir e a comunidade vai ficar satisfeita.  Vai ser uma saúde única para todo mundo e com qualidade.


Clarim – Os vereadores estão cobrando a prestação de contas sobre onde estão aplicados os R$ 4,8 milhões destinados à implantação de UTI neonatal e hemodinâmica na Santa Casa. O que a secretária pode esclarecer em relação a esse assunto?
Patrícia – Eu quero me aprofundar mais desse assunto junto à Santa Casa, onde já estive por um período trabalhando com plantões médicos e muito focada no pessoal. Mas podemos sentar com a Santa Casa e eu tenho certeza que isso está bem direcionado, o Adair pode nos esclarecer melhor.


Clarim – Se há um laudo apontando que não há nem controle de estoque nas unidades de saúde, como tem sido dito à imprensa nos últimos tempos que em breve toda a Secretaria Municipal de Saúde será informatizada?
Patrícia – Eu vejo assim, como estou entrando agora, estamos nos reestruturando, fazendo um modelo de uma norma de funcionamento do Sus para depois adequar a essa informatização. Por enquanto, nós temos que ter uma resolutividade das questões de consultas, exames, encaminhamentos e TFD. Quando virmos que está funcionando 100%, aí sim, nós vamos entrar com a parte da informatização.


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