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EDITORIAL - Sentido na caminhada
08/04/2013, às 10:23:20

O nome já diz tudo, a crítica construtiva é aquela feita de boa fé, pela vontade de construir, de melhorar, de refazer, reformar, progredir, ativar as energias positivas em prol de uma realização. No entanto, como tudo nesse mundo tem o seu oposto, há também a crítica destrutiva, feita de má fé, por vontade de destruir, de desconstruir, de fazer cair, demolir, de desarrumar, desarranjar, de impedir qualquer realização. É fácil distinguir uma da outra, não é? É só pensar no resultado. Aonde quer chegar quem sistematicamente critica e só vê o lado ruim das coisas? Será que está falando para produzir algum fruto ou é mesmo para matar a árvore?  

Tudo é energia no ar. Araxá está sufocada pelo negativismo de alguns que são de arraigado pessimismo, que não querem ou não toleram nada que não venha de si e ao encontro do seu interesse. Para quem os amigos tudo podem e chegam a ser perfeitos e, consequentemente, desumanos. Porque errar é humano, assim como o é reconhecer o erro e buscar acertar o passo no caminho do bem. Mas tem gente que só vê mesmo maldade, onde a luz brilha muito tênue e, por isto, querem levar todos para a escuridão. Diante da própria cegueira, gente que acha mais fácil cuidar da vida dos outros que são os que erram, porque ele não, porque tudo de ruim que acontece vem de fora dele. Gente que está sempre trocando a humildade pelo orgulho. Para quem é difícil demais enxergar o lado luminoso, irradiante, que constrói, pois só consegue ver os defeitos dos outros, como se as qualidades não existissem. Pior ainda, aquele que não quer mesmo ver, é dissimulado, irônico, tirânico para esconder a própria fraqueza ou quem sabe a doença. Que parece não saber que o milagre da boa vontade existe para todos, é só querer crescer, construir e não destruir.      

Por outro lado, os otimistas não querem entrar nesse jogo, pois têm fé de que as ações falam por si só. Eles vão colher os frutos, aliás, são recompensados em todo momento porque aceitam com serenidade o sofrimento como parte da vida, onde também existe a felicidade. Esses sabem que não podem e nem querem responder o mal com o mal, porque não têm intenção de aumentar o clima adverso, de fertilizar as ervas daninhas. Eles não se importam de ser vistos como bobos, porque sabem que não o são, que estão a postos para trabalhar pelo bem e que fazem a sua parte, que agem com a vontade de progredir, não sozinhos, mas com todo mundo. Como seguem em frente, não se importam de fato com o irrelevante, com o que faz regredir. E são conscientes a ponto de admitir o erro, de mudar a direção da própria vida sempre que preciso for para ser verdadeiramente altruísta. Aquele que enxerga o coletivo, que sabe agregar para ajudar, que releva as atitudes que não vão de encontro a sua perseverança em ser melhor a cada dia, é gente que soma pelo bem do ambiente onde vive.

A gente escolhe o que quer ser, no entanto, os mais sábios têm a noção de que estão sempre a caminho, seja de que lado for. E é possível ter compasso, ritmo, equilíbrio, bom senso, censura íntima, ouvir a consciência para sempre seguir em frente, sem estar numa estafante caminhada pra cima ou em desabalada carreira pra baixo. E para dosar o tempo, primeiro é preciso acreditar na eternidade da vida e na prevalência do bem. 

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Clarim
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