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PM divulga balanço e o disque denúncia 181
19/04/2013, às 08:11:59

 

O subcomandante do 37º Batalhão de Polícia Militar de Araxá, major Fernando Reis, e o responsável pelo Setor de Comunicação, capitão Guimarães, reuniram-se com representantes da imprensa local na manhã de segunda-feira, 8. Eles fizeram uma avaliação da ação da PM no município e a divulgação do dique denúncia através do número 181, disponibilizado pelo Estado.

“Queremos estreitar a parceria muito boa que sempre tivemos com a imprensa e, logicamente, como em qualquer relação, às vezes com algum problema”, disse o major Reis ao abrir o encontro. Ele acrescentou que para manter esse bom relacionamento é preciso que a polícia e imprensa estejam próximas para resolver os problemas que surgem de forma diplomática.     

Os dados
O major apresentou alguns dados sobre o trabalho e a ação da Polícia Militar, num bate papo com os jornalistas, com o objetivo de ouvir sugestões, críticas e saber o que pode ser melhorado nessa relação. Reis informou que todos os gráficos sobre a criminalidade em Minas Gerais, principalmente em relação aos crimes violentos, mostram que houve uma ascensão nas décadas de 1980 a 2003, quando começaram a cair. Segundo ele, o mesmo ocorreu no país e, particularmente, em Araxá.

Ele acredita que a redução desses crimes violentos a partir de 2003 deve-se à Campanha de Desarmamento realizada em 2004 e um maior investimento em segurança pública, principalmente na região Sudeste do país. “O que trouxe esses índices para baixo, com algumas exceções como os Estados da Bahia e Alagoas. Esse não é um fenômeno experimentado, é uma realidade do país todo de 2004 até 2009, porque em 2010, 2011 e 2012, novamente houve uma ascensão dessa criminalidade”, acrescentou. Segundo ele, esses índices ainda não estão como chegaram em 2003, mas o avanço da criminalidade tem ocorrido, inclusive em Araxá, que reflete esses números. “Esses crimes que ocorriam principalmente nas capitais e regiões metropolitanas começam a chegar ao interior”, afirma. Ele explica que esse processo de interiorização do crime acontece porque houve um maior investimento em segurança pública nas capitais, sendo que no interior é mais deficiente. Reis acrescenta que o tráfico de drogas também tem contribuído para o aumento da criminalidade, aumentando em cidades como Araxá.

“A qualidade de vida não consegue acompanhar esse processo e há o aumento da população flutuante, em Araxá percebe-se isto claramente, para onde o pessoal vem em decorrência do cultivo da batata, da cana de açúcar etc. E a PM tem trabalhado muito, mas falta políticas efetivas de combate ao aumento do consumo de drogas e a lei não ajuda. Temos ocorrências de tráfico todos os dias, principalmente porque é muito sedutor para os jovens que se sentem apoderados junto aos dependentes que os procuram para comprar drogas”, disse. Segundo ele, tem tido nas reuniões em que participa que esse quadro é muito preocupante, que é preciso investir no social. “Dificilmente um adulto é pego no tráfico, porque usam os menores de idade. É preciso investir muito na conscientização das crianças e adolescentes, a PM consegue fazer isto através do Proerd, mas a gente não vê outras iniciativas e, não é só aqui, a maioria das cidades não tem nada para tirar a criança e o adolescente do tráfico que os atrai. Precisamos da sociedade para mudar essa realidade”, afirma.

O major aponta a reincidência criminal como outro problema grave e que decorre do sistema prisional que não consegue recuperar todos os presos. Ele também cita a sensação de impunidade como outro problema, principalmente em relação aos menores, decorrente do acúmulo de processos na Justiça e da corrupção. Reis acrescenta que, por outro lado, as pessoas sentem medo e não se envolvem em associações como a Rede de Vizinhos Protegidos. “Também existe a falta de atuação em rede dos órgãos e de investimento no social, para se ter melhoria a médio e longo prazo. É preciso ir pros bairros, assistir esses meninos e jovens, tirá-los das ruas.”

Segundo ele, a PM não está indiferente a tudo isso e, pelo contrário, eles sofrem diante dessa realidade. “Sei que estamos trabalhando nas ruas, mas não conseguimos só as polícias evitar todos os crimes. Temos feito a nossa parte, cumprindo os mandados de busca e apreensão com o apoio do juiz Dr. Renato Zupo. Mas prender não é o problema, temos feito isto, mas não tem surtido o efeito”, disse. Ele acrescentou que as polícias Militar e Civil trabalham de forma integrada em Araxá. Major Reis informa que a Polícia Militar inclusive está tentando junto às instituições a cessão de alguns funcionários civis para que substituam os policiais que estão na área administrativa, como no atendimento ao número 190, para ganhar em termos de efetivo.

Ele também destacou que têm sido realizadas visitas tranquilizadoras em locais vitimados pela criminalidade, para saber da rotina, prestar orientação, sondar e até aconselhar os responsáveis a fazer algumas mudanças, como em relação ao layout das empresas e comércio em geral. Reis acrescentou que a PM também divulga as medidas de autoproteção e atua em muitas outras frentes de trabalho, como no trânsito, na demanda de infração por perturbação do sossego que é grande em Araxá, no controle da população de rua, na condução de pessoas com problemas psiquiátricos, dentre outras atividades. Segundo ele, uma demanda recente é o trabalho da PM no combate à dengue, conforme determinação do Estado. “A PM tem um portfólio de serviços impressionante, inclusive participando dos conselhos comunitários e uma série de ações preventivas em conjunto com outros órgãos num trabalho de parceria”, afirmou.

Disque Denúncia
O capitão Guimarães informou que o número181 é um disque denúncia implementado pelo Estado, onde o sigilo é absoluto. “O importante é o que você diz, não quem você é”, diz o slogan da campanha de divulgação do 181.  Segundo ele, o objetivo é dar maior ênfase às denúncias que são muito importantes para o êxito do trabalho policial. “Na verdade, no 181 a reserva da identidade da pessoa é mais absoluta. E a pessoa recebe uma senha que é o protocolo da denúncia e, dentro de um prazo mencionado pelo decreto, vai ter a sua resposta. Ela vai ser direcionada para o órgão responsável que vai trabalhar aquela denúncia e o denunciante vai ter uma resposta do que foi resolvido e do que está pendente. É uma ação do governo do Estado junto com a Secretaria Estadual de Defesa e Ação Social, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros”, explica.

 

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