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EDITORIAL - Sem inventar a roda
29/04/2013, às 08:04:56

 

É inquestionável a visão proporcionada a qualquer pessoa por uma excursão no exterior, principalmente quando se viaja com o objetivo de prospectar oportunidades e aprender lá fora. Especialmente, porque vivemos num país novo e as civilizações milenares como as da Europa e Ásia estão muito à frente. A impressão que se tem é a de que o Brasil levará uns vinte anos para alcançar o estágio em que se encontram hoje em termos de vida em sociedade. Muito do que já passaram agora está acontecendo no Brasil, assim como o que preveem para o futuro num curto prazo vai se materializar aqui muitos anos depois.

Na prática, várias soluções urbanas e rurais para as demandas e problemas enfrentados hoje pelos brasileiros podem ser vistas e buscadas noutros países. Sob o ponto de vista do que erraram, também ficam inúmeras lições para que sejam percorridos diferentes caminhos. É um atraso pensar que o que já foi criado, inventado e usado por lá precisa ser da mesma forma por aqui. Muito pelo contrário, o processo vivenciado por lá pode significar uma etapa mais adiante aqui, pode alargar os passos, com a chance de aprimorá-lo ou mesmo chegar à frente. Como dizem velhos ditados: “não é preciso inventar a roda” e “na natureza, tudo se transforma”.

Por isso, todo dirigente, líder, governante, deve mesmo buscar o conhecimento ao seu alcance e aplicá-lo a favor das pessoas. Como tem feito o prefeito Jeová Moreira da Costa, ao participar e organizar missões para o exterior. O resultado disso está claro para quem quer ver, como o da missão realizada em 2011, ainda no mandato passado dele, que está refletido na decisão de transformar o Centro de Araxá com a construção do calçadão e do teatro e também na elaboração do projeto Cidade Internacional da Tecnologia e Inovação (Citat). Já na viagem realizada este mês, ele pôde dar sequência a essa vontade com a atenção voltada para os equipamentos urbanos que facilitam a vida das pessoas, a harmonia possível entre o antigo e o novo refletida na preservação das características do patrimônio histórico e cultural e, ao mesmo tempo, na mudança desta utilização para as necessidades do pós-modernismo.

Dentro do projeto Cidade Tecnológica, a recente missão permitiu a renovação dos contatos e protocolos de intenções para avançar na sua implantação. Assim como a definição dos focos a serem perseguidos, dentro da tecnologia desenvolvida para a economicidade, a eficiência e, especialmente, a sustentabilidade do meio ambiente. Nesse aspecto, destacam-se as energias renováveis e a indústria limpa, cuja aplicação e viabilidade foram discutidas nas visitas às fábricas e inclusive aos prédios totalmente mantidos com esse padrão, que são aquecidos ou resfriados a partir do solo, das paredes, do teto, com a utilização conjunta de várias energias, como a solar e a fotovoltaica. Na oportunidade, verificou-se não só a possibilidade de estender essa experiência para o Brasil através de Araxá e região, como também o grande interesse deles em estabelecer esse intercâmbio.

Os europeus realmente passam por um período de crise, é possível constatar isso no dia a dia deles, como nos fervorosos bate-papos dos portugueses e espanhóis sobre o domínio alemão, o destino da União Europeia, o desemprego, a mendicância que pode ser vista pelas ruas afora, onde pessoas dormem ao relento, como não era visto antes. Eles discutem as dificuldades e buscam alternativas, como a criação de fundos para promover os investimentos, a abertura do mercado e as parcerias com os países emergentes, como o Brasil. Há o interesse deles, principalmente na expansão do que sabem fazer com a transferência de know-how.

Os chineses vivem um momento ímpar, com a abertura do país socialista. Estão dominando o mundo dos negócios, a China é hoje o mais forte dos países que compõem o BRICS (Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul), grupo de economia emergente no cenário mundial. Eles também veem o Brasil com bons olhos e abriram as portas para a missão araxaense que visitou fábricas nas áreas de energia renovável e saúde. Na Mindray, empresa situada em Shenzen que é uma cidade absolutamente moderna e construída nos últimos 30 anos a partir de uma área rural, a missão conheceu equipamentos de ponta como os da área de diagnósticos e pôde perceber a diferença do custo se forem adquiridos diretamente da fábrica, como já faz o governo federal brasileiro e alguns Estados e municípios. Na Tianpu, empresa fornecedora oficial da tecnologia em sistema de energia e água utilizada durante a realização das Olimpíadas de Pequim, também ficou muito claro o interesse deles em fazer intercâmbio com o Brasil. Como por exemplo, ser parceiros de empresários locais que queiram investir nessa área, com foco maior para células termovoltaicas e termosolares.

Já na 113ª Canton Fair, a maior feira de negócios da China, é surpreendente tudo o que pode ser visto em cerca de 60 mil estandes com produtos, máquinas e equipamentos de todos os segmentos, exibidos numa área de 1,1 milhão de m², onde tudo é extremamente organizado e funciona para receber os visitantes de todo o mundo. No total, geram uns US$ 10 bilhões em negócios durante a realização da feira que acontece em três fases, de 15 de abril a 5 de maio. É possível ver o que há de mais inovador no mundo, desde a produção de um simples sorvete e outros alimentos, de fraudas descartáveis, de eletroeletrônicos até a indústria que utiliza materiais recicláveis, como os pneus que são transformados em cabos de energia.      

É salutar a população cobrar do prefeito Jeová que aplique o conhecimento e efetive as oportunidades buscadas no exterior, para que seja beneficiada a partir desse empreendedorismo. No entanto, criticar essa atitude como se fosse inócua para o desenvolvimento da cidade, preferindo estar bitolado em relação ao progresso, é puro comodismo e ou receio da competitividade, principalmente a política.

 

 



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Clarim
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