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FGV/RJ faz diagnóstico turístico sobre Araxá
27/05/2013, às 18:30:56

 

O consultor Marcelo Abreu da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro (RJ), graduado em Turismo e com especialização em Economia, está realizando um estudo de competitividade turística em Araxá, encomendado pela Secretaria do Estado de Turismo. “O objetivo é tentar identificar os aspectos fortes, como se fosse um diagnóstico, um raio X das questões turísticas do município. Para isso, eu fico aqui durante uma semana, conversando com vários gestores, tanto da iniciativa privada, da comunidade e também da parte pública, tentando entender um pouco dessa realidade”, explica.

Segundo ele, a ideia é reverter depois para o município um estudo que possa orientar minimamente o que pode ser feito para melhorar a competitividade turística do destino. “A gente insere todas as informações num sistema que gera uma nota e depois fazemos o relatório que deve ser entregue no segundo semestre deste ano.” Marcelo circulou pela cidade durante a semana passada, o último dia da pesquisa foi sexta-feira, 24. Pessoalmente, ele considera a cidade muito agradável e gostou bastante do clima que é ameno. “Cidade bonita, parece ter uma estrutura urbana bacana, uma economia acho que forte por uma questão também da mineração. Gostei bastante e espero voltar com mais tempo para tentar desfrutar efetivamente como turista e não trabalhando”, afirma.

Embora não possa divulgar nenhum dado da pesquisa, Marcelo formou a sua impressão pessoal sobre Araxá. “Na verdade, a gente nem pode dissociar a mineração do turismo. O turismo de negócios é diretamente associado à questão turística da cidade. Até porque a vocação econômica da cidade acaba movimentando também a economia turística, porque engenheiros, técnicos, até mesmo os profissionais que vêm por conta da mineração acabam movimentando toda a economia turística do município, restaurantes, hotéis, táxis, enfim, vários segmentos”, avalia.

O consultor também sentiu que a população duvida que a cidade seja efetivamente turística. “Até pela conversa com vários gestores, há uma falta de identidade do araxaense em ver a questão turística. Na verdade, é forte sim, tanto da parte do turismo de lazer, mas especificamente a questão dos eventos que são inúmeros os que acontecem na cidade, que acabam provocando o deslocamento de pessoas para cá, como os de voo livre, mountain bike e a questão da mineração como um todo. O que o município tem que efetivamente fazer é tentar trabalhar melhor a informação da questão de lazer, especificamente, como os museus, as termas, para tentar prolongar e maximizar a estada das pessoas que vêm aqui a negócios ou até mesmo por conta desses eventos”, afirma. Ele acrescenta que cada diária extra, ou seja, a permanência do visitante na cidade por mais um dia em decorrência de uma coisa ou lugar que quer conhecer, no final do ano tem um alcance econômico muito grande para o município.

Marcelo diz que só por fazer parte desse estudo, Araxá já tem característica de cidade turística. “Mas sem dúvida, pela referência do Grande Hotel que é reconhecido nacionalmente. E vindo aqui, a gente já percebe que a cidade tem essa vocação”, afirma. Ele informa que esse estudo é encomendado pela Secretaria do Estado de Turismo e está sendo realizado em mais 22 municípios mineiros entendidos como turísticos. “O mesmo estudo é aplicado em nível nacional pelo Ministério do Turismo, o que a gente chama de 65 municípios indutores do turismo. Araxá ainda não pertence a esse grupo, mas Minas Gerais vendo a vocação de seus municípios contratou também o projeto”, esclarece.

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