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Hospital Dom Bosco completa 50 anos
21/06/2013, às 08:29:52

 

A diretora Administrativa, Letícia Valle, conta um pouco da história do Hospital Regional Dom Bosco fundado há 50 anos pelo seu avô, o médico Adhemar Rodrigues Valle Júnior, em 28 de junho de 1963. Ela também fala sobre a estrutura atual do hospital e as perspectivas para os próximos anos.

Segundo ela, Adhemar já falava em criar um hospital desde o tempo em que estudava Medicina, em Sorocaba (SP), onde conheceu a esposa, Terezinha Marth. Ela conta que depois de formado, o médico voltou para Araxá para cuidar do pai que estava com uma rara doença. “A avó dele, Luísa, era dona do casarão que ficou para que ele pudesse iniciar essa obra. Devagar, ele começou a montar os consultórios e depois de uns 10, 20 anos, conseguiu comprar um raio x”, diz Letícia.

Ela acrescenta que Adhemar conseguiu criar o hospital através da venda de títulos e quem comprava tinha desconto quando consultava. “Um procedimento que funciona até hoje”, diz. Segundo ela, Adhemar era clínico geral e atendia todo mundo porque na época não existia as especializações de hoje. “Dona Terezinha Marth ficou cuidando da parte administrativa do Hospital Dom Bosco. Anos depois, o filho deles, Adhemar Rodrigues Valle Neto, já formado em Medicina, veio para Araxá trabalhar com ele. Mas, logo depois o pai dele morreu”, conta Letícia que é economista e há 12 anos administra o hospital.

Ela informa que hoje o hospital tem quatro leitos de UTI e 29 quartos, com 130 funcionários. “É muita gente, porque há vinte anos a mesma pessoa que lavava a roupa de cama podia passar, hoje não pode. Penso que é em decorrência da modernidade, do surgimento de várias doenças e nós temos que nos adequar. Para isso, cada um tem uma rotina para cumprir aqui dentro do hospital”, explica. Ela acrescenta que o corpo clínico é em torno de 40 médicos.

De acordo com Letícia, o Hospital Dom Bosco oferece três opções de internação para o paciente particular ou de convênio. “Hoje, o paciente, como qualquer outro consumidor, está mais informado do que ele pode e deve fazer”, avalia. Ela acrescenta que a parceria mantida nos últimos três anos com o IUCI – Medicina Cardiovascular, de Uberaba, proporcionou importantes mudanças no hospital. “Uma pessoa que procura o cateterismo, a angioplastia, tem um atendimento diferente, é um pouco mais urgente, delicado. Por isso, temos uma infraestrutura muito bem montada na UTI. Esse instituto veio para acrescentar ao nosso profissionalismo e acredito que nos ensinou muita coisa, porque já estão à frente disso há muito tempo”, diz.

Segundo ela, o hospital está buscando o credenciamento no SUS através dessa parceria com o IUCI. “A ordem vem de cima, não do município, mas do Estado. Araxá está atrelada em se tratando de saúde, no ramo do Triângulo Mineiro, que é Uberaba. E não desvincularam o Alto Paranaíba do Triângulo Mineiro. Araxá já tem condições de ser um polo do Alto Paranaíba, mas o governo não libera. A cidade mais próxima que é credenciada ao SUS nesse serviço de alta complexidade é Uberaba”, explica. Ela acrescenta que como também é uma decisão política, acredita que o deputado estadual Bosco que foi eleito por Araxá agora pode ajudar.

Letícia diz que estão acontecendo algumas ações internas junto aos funcionários e médicos em comemoração aos 50 anos do hospital. “A nossa ideia é mostrar para a sociedade que nós estamos vivos há 50 anos, com todas as nossas dificuldades, nossos erros e acertos”, afirma. Ela acrescenta que é um momento de investimento no hospital. “No ano passado, investimos em maquinário. Este ano, a ideia é investir na estrutura, melhorar os quartos, as salas de visita. Nós vamos apresentar um hospital repaginado para mais meio século, com outra cara, outra filosofia.”

Ela informa que houve a aquisição da antiga Pensão Tormin pelo hospital há uns sete meses, em decorrência de um projeto de ampliação das instalações. Como o prédio é histórico, Letícia diz que a fachada deve ser restaurada. “Agora, por dentro, não tem como mexer. O melhor é derrubar e fazer outro prédio”, acrescenta.

Ela aproveita a oportunidade para agradecer à “família Dom Bosco”. “Peço que os problemas sejam resolvidos da melhor maneira possível pelo bem estar das pessoas. Nada de individualismo, de política, não é isto. Estou falando como uma cidadã araxaense mesmo. E que Araxá sorria mais, porque acho que está numa fase meio triste.”

 

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