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Vera Cruz opera com geo-referenciamento
24/07/2013, às 08:56:37

 

A empresa Vera Cruz responsável pelo transporte coletivo urbano de Araxá opera em sistema de geo-referenciamento desde abril passado, o que permite cronometrar o percurso com o acompanhamento dos ônibus durante todo o trajeto. Com o sistema, a empresa pode detectar vários problemas em tempo real, como atrasos ou saída de rota. Outra medida que visa melhorar a prestação dos serviços e está em andamento é a colocação de informações nos pontos. Os diretores Administrativo e de Marketing, Leonardo Pereira dos Santos (Branco), e Operacional e Comercial, Wagner Tannús, falam sobre a empresa e as recentes cobranças em relação ao transporte público em todo o país.

“O processo referenciado nada mais é do que o monitoramento via satélite dos nossos veículos”, explica Branco. Ele informa que na última pesquisa realizada pela empresa, o item de maior preocupação do usuário foi a pontualidade. Ele acrescenta que apesar do impacto das obras realizadas no Centro na ocorrência de atrasos, a empresa entendeu a importância da pontualidade. Ele conta que o gerente Operacional, Flávio Rodrigues, resolveu estudar a questão ao fazer a sua monografia de curso. “O que levou Araxá a ser a primeira cidade mineira do seu porte a ter o sistema de geo-referenciamento. Agora temos a informação em tempo real, onde está cada ônibus e em que horário, o que permite mensurar os problemas naquele momento. Hoje, quem liga no nosso SAC (Sistema de Atendimento ao Consumidor/Fale com a Gente 0800-7021501 ou 3669-2500) é esclarecido com informações precisas, como em que horário exato o ônibus passou naquele ponto”, afirma.

Branco diz que numa segunda etapa desse projeto de geo-referenciamento, o objetivo é colocar displays eletrônicos nos principais pontos de ônibus, como o central que está situado na av. Antônio Carlos, com informações em tempo real sobre as linhas para os usuários. Ele acrescenta que já houve dois importantes resultados com o funcionamento do sistema, o ajuste no índice de atraso e a informação fidedigna para o usuário. “O motorista hoje sabe que está totalmente monitorado, não tem rota de fuga, não pode passar o ponto ou exceder a velocidade, houve uma mudança de cultura tanto interna quanto externa”, diz. Segundo ele, a segunda etapa está em fase de desenvolvimento e prevê inclusive a colocação de informações mais básicas nos pontos, como já tinha sido tentado pela empresa que não deu continuidade à iniciativa em decorrência do vandalismo. Branco diz que estão sendo estudadas novas alternativas para prestar essas informações.

Em relação aos abrigos, constantemente reclamados pela população, ele esclarece que a responsabilidade por esta implantação é da prefeitura. “A gente entende que o que está sendo pedido tem que ser avaliado pela prefeitura, para nós é importante que o ponto tenha o abrigo como incremento para o negócio. Mas, o custo é muito grande e se a empresa assumir há impacto no preço da passagem”, esclarece. Ele lembra que existem dois importantes informantes dentro de cada ônibus: o cobrador e o motorista.

 

 

Integração
Branco destaca que a empresa trabalha com o que existe de mais moderno no mercado, um sistema inteligente que permite a bilhetagem eletrônica e, consequentemente, a integração de linhas. Ele explica que com a integração o usuário pode complementar a sua viagem pagando uma única passagem. Ele acrescenta que uma das vantagens desse sistema é permitir a interligação de linhas sem a necessidade de um terminal, ou seja, em qualquer ponto. “O usuário pode fazer a integração em qualquer local, desde que realmente complemente a sua viagem. Ele tem o prazo de uma hora para descer num ponto e pegar o outro ônibus para completar o seu trajeto. Por outro lado, há um controle para que, se quiser, fique apenas cinco minutos no ponto para seguir a viagem noutro ônibus”, exemplifica. O diretor informa que para fazer a integração é necessário ter o VC Card, um cartão recarregável, de uso pessoal e intransferível.

Para ter um VC Card, basta procurar a central de atendimento na própria empresa ou o ponto de venda situado na av. Imbiara, Centro, e carregar no mínimo 5 passagens (R$ 12,75) no cartão pela primeira vez, depois é só recarregá-lo quando acabar os créditos, o quanto quiser. Branco cita que além da integração, o cartão facilita e agiliza a cobrança da passagem e evita o transporte de grandes quantias no ônibus, dando mais segurança a todos. Ele acrescenta que o cartão também documenta a concessão do vale transporte pelas empresas ou empregadores de domésticos. Segundo ele, no caso de perda basta fazer o bloqueio e pedir a segunda via. Ele informa que o sistema de bilhetagem eletrônica funciona há oito anos e o de integração foi implantado há três anos.


 

Tarifação
Em Araxá, antes das manifestações populares que tomaram conta do país, aconteceu um Fórum Comunitário na Câmara Municipal sobre o transporte coletivo, no dia 3 de junho passado, com a participação dos representantes da Vera Cruz e da Prefeitura de Araxá que é a responsável pela concessão do serviço, para discutir uma possível redução na tarifa a pedido do vereador Farley Quintino (PT). A data do encontro foi postergada duas vezes e acabou coincidindo com a semana em que o governo federal promoveu a desoneração do Confins e PIS para as empresas diante da insatisfação latente do brasileiro com o custo do transporte coletivo no orçamento familiar que culminou com as passeatas em várias cidades.

Wagner explica que no fórum a intenção foi mostrar a complexidade da composição tarifária, cuja planilha faz parte do edital de concessão e do contrato de serviço. Segundo ele, essa planilha foi desenvolvida por técnicos para o poder público, levando em conta variáveis como a quantidade de quilômetros rodados e de pessoas que pagam o sistema, além dos custos fixos com pessoal, manutenção dos veículos, óleo diesel, dentre outros. “No fórum, ao apresentarmos os insumos que compõem o custo fixo e as variáveis, ou seja, como chegamos ao valor da passagem, todos entenderam que não é uma conta matemática simples”, diz Wagner. Nesse aspecto, ele considerou o fórum muito positivo.

No encontro, a empresa foi questionada pelo vereador Marcílio Faria (PT) sobre a possibilidade de reduzir a passagem em função da desoneração dos impostos, mas Wagner explica que naquele momento essa medida provisória ainda era uma novidade para todos. “Precisávamos entender qual seria o impacto e, então, eu disse que estaríamos sentando e reavaliando tudo no próximo reajuste, em dezembro de 2013, porque de dezembro de 2012 para cá houve um aumento do óleo diesel e o acordo coletivo dos motoristas que tiveram 18% de reajuste, considerando os salários mais benefícios”, explica. Ele acrescenta que logo depois do fórum ocorreu uma discussão de reavaliação desse posicionamento que coincidiu com as manifestações. Segundo ele, num entendimento com a prefeitura e Câmara Municipal ficou decidido o repasse integral e imediato da desoneração de 3,65% para as passagens, que então foram reduzidas de R$ 2,65 para R$ 2,55, passando a custar R$ 0,10 a menos.

Ele explicou que houve também a tentativa de desoneração do ISS pela prefeitura para reduzir ainda mais esse valor, o que não foi possível por uma questão legal. De acordo com ele, já os aumentos dos insumos que ocorrerem de janeiro a dezembro deste ano vão compor a próxima planilha. “Nesse sentido, não houve impacto para nós, porque se estamos deixando de receber, o governo também está deixando de nos cobrar”, avalia. Ele esclarece que a proposta inicial foi de uma tarifa de R$ 3,08 conforme a planilha, sendo que só tinha sido possível reduzir para R$ 2,65 porque a empresa tem outras atividades que podem diluir esse custo, como fretamento contínuo e turismo.

Wagner discorda da cobrança de que o transporte coletivo de Araxá é um monopólio porque não tem concorrente. Segundo ele, o que não existe porque o valor da passagem é estipulado pela planilha e cidades do porte de Araxá não comportam duas empresas explorando esse serviço. “As cidades maiores, como Uberaba e Uberlândia, têm realidades bem diferentes em termos de custos fixos para operar e as empresas de transporte não são concorrentes, cada uma trabalha num setor. É complexo e desafiador discutir hoje transporte urbano para atender todas as demandas”, afirma. Ele informa que hoje a cada quatro passagens uma não é paga, o que corresponde a 25% do negócio, porque são gratuidades concedidas pelo governo federal sem qualquer contrapartida para a empresa, como os descontos de 50% para estudantes e de 100% para quem tem acima de 65 anos, dentre outros.

O diretor destaca que a empresa tem sempre investido, principalmente na satisfação do usuário. Segundo ele, quase 75% da frota titular composta por 26 ônibus possui acessibilidade. Wagner informa que junto com os três ônibus reservas, a idade média da frota total é de 3,67 anos, enquanto a exigência legal é de cinco anos. Ele acrescenta que a empresa possui mais dez ônibus utilizados para atender horários fixos.

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