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EDITORIAL - Companheiro é companheiro
29/07/2013, às 08:12:04

O ingresso do Partido dos Trabalhadores (PT) no governo do prefeito Jeová Moreira da Costa (PDT) está praticamente definido, falta apenas a decisão colegiada que é de praxe entre os petistas e que aconteceria esta semana. Na verdade, por falta de habilidade política ou mesmo por um lapso do líder do governo na Câmara Municipal, vereador Carlos Alberto Ferreira (Cachoeira/PDT), a notícia vazou antes de ser definitiva através da aprovação do diretório local do PT. Mas o próprio prefeito confirmou que já foi destinada uma assessoria municipal ao partido.

Cachoeira anunciou durante a reunião ordinária de terça-feira, 22, que o advogado Daniel Rosa que é suplente do PT na Câmara seria nomeado como secretário municipal de Esporte e Juventude. Mas, ao ser questionado depois pela imprensa na quarta-feira, 23, ele disse que Daniel será assessor municipal de Esportes e, num futuro breve, a partir da consolidação da aliança PDT/PT, seria dada uma secretaria ao partido. Apesar do desajuste da notícia, a aliança por si só promete reviravolta no cenário político local, caso seja consolidada.

A composição realmente tem tudo para ser fechada, é só avaliar o desgaste do PSDB junto à administração municipal desde a disputa eleitoral até o momento, embora Jeová preserve a pessoa do governador Antonio Anastasia (PSDB), mas chega uma hora que a corda arrebenta. Apesar de ter como candidata a vice-prefeita Edna Castro (PSDB) que inclusive chegou a trabalhar no governo de Anastasia em Belo Horizonte, os tucanos dividiram-se em Araxá e, no Estado, não deram pitaco no pleito municipal. Aliás, Anastasia realmente ficou neutro na disputa da prefeitura entre Jeová e Aracely de Paula (PR), mas um grupo de políticos que são aliados dele no governo estadual apoiou o deputado federal.

Pois bem, Jeová foi reeleito com a Edna num dos poucos municípios da região em que o PSDB compunha a chapa majoritária vitoriosa e, mesmo assim, fechando o sétimo mês de governo continua com o pires na mão em projetos alinhavados com o Estado desde o ano passado, como os R$ 10 milhões anunciados por Anastasia para a implantação da Cidade Tecnológica.

O que tem mais doído nessa história é a possível cessão do Expominas Araxá pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a implantação do campus da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) que foi pleiteada pessoalmente ao governador Anastasia pelo prefeito, com o apoio do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Nárcio Rodrigues (PSDB), mas que nem resposta ainda teve, mesmo que negativa. A pressa é justa, pois a intenção era a de abrir o vestibular para os primeiros cursos em janeiro de 2014 e, pelo visto, não parece que será possível. Por outro lado, o governo federal do PT já liberou os recursos para a UFTM implantar o campus Araxá.

O vice-presidente da Codemig, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, recentemente nem respondeu o pedido público de apoio do prefeito neste sentido, ao discursar depois dele na posse da Acia. Não tocou no assunto Expominas, embora tenha desfilado um rosário de investimentos da estatal – embora a maioria não esteja diretamente afeta a Araxá, porque o Grande Hotel, a Igreja do Barreiro e o Alto Paulista que ainda está sendo desapropriado pertencem mesmo ao Estado. A doação da área do Distrito Industrial (DI) para o município também foi computada e até avaliada venalmente em R$ 10 milhões neste rol de bondade da Codemig para com Araxá. No entanto, trata-se de uma área que foi doada pelo município ao Estado, quando da implantação do DI, na década de 1980.

Diante dos milhões que saem da mineração em Araxá para os cofres da Codemig e que sustentam os investimentos do governo do Estado nos municípios, Araxá não tem tido o reconhecimento devido não é de hoje. Até mesmo esse cargo tão pleiteado pela cidade na diretoria da Codemig, não tem dado o retorno esperado a favor dos araxaenses como um todo. Tanto é que projetos pleiteados desde quando Antônio Leonardo era prefeito, como uma área adequada para alimentos, bebidas e artesanato na estância hidromineral ou mesmo o término do Expominas continuam pendentes.

Embora o governo municipal e o PT não tenham feito acordo político em relação às próximas eleições, de 2014 e 2016, esta possibilidade fica mais próxima se for fechada a aliança e se der tudo certo até lá. Serão acirradas as próximas disputas para o governo de Minas e a presidência da República que se desenham mais uma vez com a polarização entre PT e PSDB e que passam pelas candidaturas a deputados estadual e federal.  Já em 2016, Jeová não pode ser candidato à reeleição e está totalmente aberta a perspectiva de apoiar alguém, seja de lá ou de cá.

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Clarim
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