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Sinplalto convoca servidores para greve geral
14/08/2013, às 07:32:36

 

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) convoca todos os servidores para deflagrarem uma greve geral da categoria. A proposta será votada na Assembleia Geral Extraordinária Continuada marcada para a próxima terça-feira, 20, às 18h, na sede do Sinplalto. O sindicato informa que apesar das manifestações e tentativas de negociação, não houve acordo referente à data-base da categoria. Todos os servidores municipais, contratados, concursados, efetivos e aposentados estão convocados para apresentação pelo sindicato da real situação da data-base 2013 e proposta da greve geral da categoria, dentre outros assuntos.

O presidente Hely Aires destaca que a presença do servidor será muito importante na assembleia. “O Sinplalto está preparado e estruturado para deflagrar uma greve geral da categoria, caso os servidores estejam de acordo. Entendemos que o prefeito colocou fim às negociações da data-base e chegou o momento da categoria mostrar a sua força. Há anos, o servidor vem sendo prejudicado, vem sendo humilhado e desrespeitado pelos gestores públicos. Se a categoria não der um basta, essa situação continuará por mais alguns anos”, afirma. Segundo ele, o sindicato tem meios judiciais para lutar pelo direito da classe e está preparado para qualquer que seja o resultado da Assembleia Geral.

O Sinplalto informa que as negociações da data-base acontecem desde maio passado. “Já são mais de 90 dias de tentativa de acordo entre a Comissão Patronal (administração municipal) e a dos trabalhadores (servidores, Sinplalto, Aserpa e Cosprema). A pauta inicial de reivindicações dos servidores apresentava 58 cláusulas, sendo 54 de caráter econômico e social, dentre as principais, estavam o aumento real para todo o quadro geral do funcionalismo público correspondente a 14,55%; o aumento no vale alimentação de R$ 160 para R$ 250; piso salarial de R$ R$ 776,64 para os servidores públicos; o cumprimento do Piso Nacional da Educação referente às horas trabalhadas, dentre outras”, destaca Hely.

Ele diz que das 58 cláusulas, 42 foram respondidas pela administração municipal. “As principais reivindicações, um percentual de reajuste imediato da remuneração salarial e do cartão vale alimentação não foram atendidas”, afirma. Hely acrescenta que a contraproposta não agradou a classe e a prefeitura solicitou a prorrogação do prazo para que uma nova proposta fosse encaminhada aos servidores por duas vezes. “O Sinplalto concedeu o prazo e diversas reuniões foram realizadas neste período na tentativa de um acordo”, completa.

De acordo com Hely, as comissões dos Trabalhadores e Patronal chegaram num acordo durante reunião realizada no último dia 29. “O secretário municipal de Planejamento e Gestão, Alex Ribeiro, garantiu que um projeto de lei propondo a recomposição salarial do quadro geral do funcionalismo público e uma proposta de pagamento do Piso Nacional da Educação na rede municipal seria encaminhado à Câmara no dia 30 de julho passado”, informa. Ele acrescenta que um ofício com os índices de reajuste, assinado pelo secretário, chegou ao Legislativo. Segundo ele, a proposta estipulava um índice de recomposição salarial de 6,5%, porém o projeto de lei não foi encaminhado à Câmara.

“No dia 31 de julho, em matéria divulgada pelo site ClarimNet, o prefeito Jeová Moreira da Costa disse que ainda não é possível conceder o reajuste salarial de 6,5% para o quadro geral como vem sendo discutido e seria adotado apenas o Piso Nacional da Educação. Mesmo com essa afirmação do prefeito, nenhum projeto de lei foi encaminhado para a análise dos vereadores até a manha desta terça-feira, 13”, informa. Ele acrescenta que com a administração municipal encerrando as negociações, o Sinplalto convocou a Assembleia Extraordinária Geral Continuada.

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