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Greve divide os servidores da educação
23/08/2013, às 08:01:07

 

Depois de discutirem o projeto de lei enviado pelo Executivo à Câmara Municipal, os professores da educação básica, adjuntos e supervisores pedagógicos fecharam um acordo que deve por fim à greve. No entanto, o corpo técnico de servidores da educação que não foram contemplados deve permanecer em greve.

A diretora de Educação do Sindicato dos Servidores Públicos da Prefeitura de Araxá e Região, Janaína Luciana Ribeiro Pereira, explica que na tarde de quarta-feira, 21, uma comissão formada por vereadores, representantes dos servidores municipais e pelo assessor municipal Jurídico, Jonathan Renaud de Oliveira Ferreira, definiu as alterações reivindicadas pelos professores ao projeto de lei 144/2013 que altera os vencimentos da classe, enviado pelo Executivo para apreciação da Câmara Municipal.

Ela explica que a proposta do piso para os professores permaneceu a mesma do projeto original, ou seja, de R$ 1.175 para 27 horas trabalhadas. Janaina esclarece que conforme o piso nacional esse valor seria de R$ 1.050 para 27 horas, mas é maior porque incorpora aos salários dos professores o Vale Alimentação de R$ 160 que deixará de ser pago. Segundo ela, com a incorporação, o valor do vale que era apenas um benefício que pode ser cortado a qualquer momento passa a ser contabilizado como salário, o que considera melhor para a classe. Ela acrescenta que, além do piso, os professores também vão receber uma gratificação por produtividade de R$ 12 por aluno até o teto de R$ 240.  

A diretora destaca que a proposta inicial de um aumento de 6,5% para os demais servidores da educação partiu do próprio Executivo que, posteriormente, reviu esta decisão. Segundo ela, os representantes dos professores negociaram junto à comissão apenas o pagamento do piso nacional e a reformulação do plano de carreira. De acordo com Janaina, os professores vão continuar em greve até a aprovação do projeto de lei acordado esta semana pela Câmara Municipal, o que pode ocorrer em reunião extraordinária nesta sexta-feira, 23, dependendo da posição do Executivo.

Ela explica que a adesão inicial à greve foi de 90% dos professores, mas como os contratados foram orientados pelo sindicato a voltarem ao trabalho, passou a ser de 75% nesta quinta-feira, 22. Ela agradece o Poder Legislativo pela formação da comissão - composta pelos vereadores Eustáquio Pereira (PTdoB), Carlos Alberto Ferreira (Cachoeira /PDT), Fabiano Santos Cunha (PRB), Marcílio Faria (PT), Fárley Aquino (PT) e Romário Galdino (PTdoB) –, que reuniu-se com os representantes do sindicato e da prefeitura para fecharem o acordo.

Em greve - A representante do corpo técnico de servidores da educação, Corina Maria Lemos, informa que a greve continua para a categoria que inclui secretárias, auxiliares de secretaria, serviços gerais, porteiros e vigias, dentre outros. “Não houve nada de aumento para o corpo técnico, então, ficou decidido que vamos continuar em greve. Nós vamos voltar a trabalhar só depois que tivermos o aumento. A escola não funciona só com os professores, sem o restante dos funcionários a gente faz parte da educação”, diz.

Segundo ela, o salário desses servidores da educação é muito baixo. “Então, a greve continua, estamos há uns 5, 6 anos sem aumento e este pessoal é o que mais precisa.” Corina explica que a categoria reivindica o índice do Fundeb para o pessoal administrativo que é de 7,97% e acompanha o piso nacional estabelecido para os professores. “Pela lei, é esse o valor do aumento que esperamos”, destaca.

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