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EDITORIAL - Sem clima
06/09/2013, às 07:07:05

No sentido literal, a comunicação pode ser entendida como “a capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, com vistas ao entendimento entre pessoas”. Portanto, comunicar implica não só em fazer saber, como em relacionar-se, transmitir, difundir, expandir, estabelecer um convívio. Sem dúvida, é o que falta à Prefeitura de Araxá desde a gestão anterior do prefeito Jeová Moreira da Costa. E essa inércia é como um fermento para a oposição política que trabalha contra o estabelecimento de uma boa governança na cidade, mesmo afetando primordialmente a comunidade com tanto negativismo.

Para ir em frente, qualquer um precisa de informação e estar em contato com o outro, pois andar sozinho e fazer o que quer é abster-se da vida em sociedade, é trocar a visão coletiva pela individual, ou seja, pelo próprio interesse. O que só não é condenável quando diz respeito a si mesmo, mas a partir do momento que qualquer atitude própria atinja o outro é preciso refletir no conjunto. Esse conceito é de extraordinária abrangência quando deixa de ser apenas de uma pessoa, aplicado no tratamento coletivo.

Imagine a estrutura da Prefeitura de Araxá, com tantas secretarias, departamentos, setores, supervisões, ativamente reunindo 3,5 mil pessoas que trabalham para a comunidade e com recursos que pertencem ao todo. Esse pessoal não só precisa prestar contas do que tem feito em correspondência ao coletivo, como também estar por dentro das suas demandas mais urgentes para que possam ser atendidas com prioridade. Assim como, esse pessoal também precisa planejar o trabalho porque não pode ir fazendo o que dá na cabeça, o que simplesmente uma só pessoa quer. É muita responsabilidade num exercício diário que exige de cada parte o comprometimento e confiança nas diretrizes e na condução desse sistema. Também é preciso compartilhar entre si ônus e bônus, ou seja, assumir em conjunto os problemas e as soluções.

Recentemente, num encontro promovido pela Acia e Sebrae, o palestrante disse que é comum, principalmente no interior, tratar o prefeito como o super-homem ou o vilão, responsabilizando-o por tudo o que acontece ou não no município. É claro que essa atitude está mais do que evidente em Araxá, onde as críticas não conduzem a nada e têm servido para justificar a omissão e o desinteresse pelas causas comuns. Esse clima entrava o desenvolvimento de qualquer lugar, mesmo um tão abençoado como Araxá.

Nem por isso, o prefeito está isento das devidas cobranças. Ele pode e deve ser responsabilizado por questões fundamentais, como a falta da tão necessária comunicação no poder público. Então, pode ser responsabilizado também por não estar conseguindo reverter o clima ruim que emperra o progresso da cidade, porque falta bom relacionamento interno e externo. Talvez, por estar cercado de gente que não tem comprometimento público e que não é bom exemplo para os demais servidores municipais, embora esteja na condição de confiança e liderança delegada por ele. Em alguns casos, chega a ser evidente a falta de interesse e motivação pelo trabalho público, como se fosse somente o ganha pão de cada dia e uma escada para a ascensão pessoal.

Não adianta falar em equipe, se esta não está consolidada não só na base da confiança como também da competência. Não é à toa o chavão de que os governantes procuram aliar os critérios políticos com os técnicos, o que exige muita percepção dos que se dispõem à tarefa. Um governo essencialmente político, como é o atual, está fadado a perder a rota. Da mesma forma, um governo essencialmente técnico vai enveredar-se por difíceis caminhos. No poder público, também não se pode experimentar demais, decidir sem conhecimento, e sempre deve preponderar o bom senso, ou melhor, o senso comum. É preciso coragem para enfrentar as tempestades, como também para mudar a direção senão está conduzindo a cidade para um clima propício que permita à população plantar, brotar, florescer e crescer, o que exige tempo e constante trabalho em equipe.

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Clarim
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