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Apresentados fragmentos arqueológicos encontrados em mina em Araxá
15/07/2011, às 11:30:53

 

   A Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) recebeu na manhã desta sexta-feira, 15, a doação de um acervo de 10 mil fragmentos arqueológicos datados de 880 anos atrás. O material é resultado de escavações arqueológicas feitas entre os anos de 2006 e 2008 e foram encontrados em uma área de exploração da mineradora Vale Fértil, em Araxá. A avaliação arqueológica é uma das exigências para concessão de licença para instalação ou ampliação de empreendimentos. Na época, a mineração pretendia expandir a área de exploração de minério.

   De acordo com a pesquisadora Camila Azevedo Morais o trabalho foi realizado em três etapas de aproximadamente três meses cada uma. “Foi desenvolvido um extenso programa com sucessivas etapas de campo onde fomos detectando e resgatando esses vestígios”, diz.

   Foram detectados sete sítios arqueológicos de várias aldeias e tribos indígenas distintas. As escavações não ultrapassaram os 40 centímetros de profundidade. Entre os fragmentos a pesquisadora afirma haver partes de potes e cumbucas usadas pelos índios para cozinhar, armazenar ou consumir alimentos e bebidas, pedras lascadas usadas para cortar, rasgar ou perfurar, além de urnas.

   Cada peça foi lavada e ganhou um número no processo de catalogação. Também a área pesquisada foi mapeada para que seja possível precisar a localização exata de onde o fragmento foi recolhido.

   Ela informou que essa foi a primeira pesquisa sistemática em arqueologia realizada em Araxá. “A cidade já era conhecida por esse potencial, o museu já guardava peças, urnas, mas a gente pode pela primeira vez fazer um projeto de pesquisa com resultados efetivos sobre o passado indígena da região”, afirma.

   De acordo com o presidente da FCCB, Walter Ogawa Silva, os fragmentos representam a memória da comunidade araxaense que tem uma origem étnica diversificada. Ele explicou que o material vai ser catalogado na formação da FCCB para que depois vá para exposição, provavelmente no Museu Dona Beja, que já recebe peças do tipo. Já professores e estudiosos também poderão desenvolver trabalhos, basta entrar em contato com a presidência da FCCB.

 

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