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Vice-presidente da Codemig destaca novos investimentos
31/03/2014, às 09:43:17

 

O vice-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e ex-prefeito de Araxá, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, fala ao Clarim sobre os cerca de R$ 13 milhões que serão investidos na recuperação da av. José Ananias de Aguiar (do Comboio) e implantação da Vila do Artesanato no  Barreiro. Ele representou a diretoria da Codemig na solenidade de entrega pelo governador Antonio Anastasia da restauração da Igreja Nossa Senhora das Graças situada na estância hidromineral, onde foi investido R$ 1,8 milhão pelo governo do Estado.

Clarim - Como é o relacionamento entre a Codemig e Araxá?
Antônio Leonardo - Eu acho que é uma construção diária, a Codemig passou agora de dois a três anos pra cá por uma reformulação completa, principalmente no corpo de diretores, entraram quatro novos. E é uma empresa muito demandada pelo Estado naquilo que o governo entende que é prioritário em investimentos. Aqui em Araxá, depois de muita luta para desenvolver os projetos, a gente está começando a colher alguns frutos. E parte dessa demora a gente sempre debita no bom sentido à questão do Barreiro, porque o Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) tem uma responsabilidade e olhar diferenciado, porque muitos dos espaços ali são tombados. Então, são projetos demorados, só o da Vila do Artesanato levou nove meses para ser executado e aprovado pelo Iepha. Eu vejo que é uma relação boa, os investimentos aqui este ano devem somar algo próximo de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões, e a gente entende que são prioridades levantadas pela comunidade há muitos anos, principalmente a Vila do Artesanato que vai na minha opinião disciplinar a ocupação comercial do Barreiro que hoje é extremamente conflituosa, fora dos padrões que uma cidade turística merece.

Qual a perspectiva para o início efetivo das obras da Vila do Artesanato?
Nós vamos fazer a licitação agora, num prazo máximo de 45 a 60 dias. E em relação à variante rodoviária já é ordem de serviço porque o recurso inclusive já foi repassado para o DER (Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais), é uma obra que pode começar de imediato. Na Vila, nós vamos acomodar os artesãos, a parte de alimentação que hoje está na entrada do Barreiro e está se estudando com a associação dos artesãos do município a colocação de alguns serviços básicos, inclusive uma farmácia, um posto bancário que funcione durante o dia para atender as demandas dos hóspedes dos hotéis da estância do Barreiro e o próprio araxaense. O Centro de Informação Turística vai ser acoplado onde funciona hoje a antiga rodoviária, que assim como o posto de gasolina, vão ser reaproveitados dentro do projeto para atender também esses serviços para a população.

A desocupação do Alto Paulista, no Barreiro, ainda está em andamento?
Nós estamos com 29 indenizações ainda para serem concretizadas e, esta semana, eu recebi do advogado das partes uma nova proposta. E a gente tem conversado semanalmente com os moradores através de seus advogados e com alguns deles. A questão é valor, o que não se pode decidir pela emoção, porque o problema não é financeiro, é social. Têm famílias que moram há 60 anos no Barreiro e têm o receio natural de mudar para a cidade. Então, a gente está criando um ambiente favorável para que saiam de lá satisfeitos e para uma melhor.

Qual a intenção da Codemig em relação à ocupação dessa área?
Será uma área de preservação ambiental, considerando que há uma ação do Ministério Público neste sentido. Sugerindo ao Estado que cuide daquelas áreas como de preservação ambiental. Até para garantir a questão da preservação do lençol freático do Barreiro.

O que o araxaense pode esperar da obra que será executada na av. José Ananias de Aguiar (do Comboio)?
Ela vai ser reformulada, repaginada dentro do possível, porque infelizmente houve muitas invasões ali de construção. O DER não fez uma fiscalização à altura do ponto de vista de definir a construção só a partir de 15m do eixo central.  Então, onde der para fazer segunda pista nós vamos fazer, onde for duplicação também. O importante é recuperá-la porque está muito deteriorada. É uma avenida de acesso ao turista que chega no aeroporto, de Uberaba e Uberlândia e também dos veículos que trafegam e moram naquela região e os que atendem as empresas Vale Fertizantes e CBMM.

Você pretende efetivamente participar politicamente do pleito eleitoral de 2014, apoiando candidaturas aos governos e para deputados federal e estadual?
Com certeza vou ser um apoiador não só daquilo que a gente entende que é melhor para Minas Gerais liderado pelo senador Anastasia, como também as candidaturas eventualmente de Araxá - que eu entendo que têm que permanecer onde estão para a gente poder continuar cumprindo com o objetivo nosso que é dar uma representação política para Araxá.

Araxá pode ficar sem deputado federal, como você avalia esta possibilidade?
Eu acho que depois de seis mandatos, caso a decisão do deputado federal Aracely (de Paula) seja de não se candidatar, vai abrir uma lacuna muito grande. Eleger um deputado federal por uma cidade não é algo fácil e eu acredito que levará alguns anos para a gente poder restabelecer esse espaço. Caso ele seja candidato, naturalmente será o da maioria dos araxaenses.

Para informar oficialmente, você não está filiado a algum partido e não é candidato em 2014.
Não estou filiado e a minha intenção este ano é a de ser um mero apoiador naquilo que for melhor para a minha cidade.

 

 

 

 

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