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EDITORIAL - Notadamente cultural
16/04/2014, às 08:19:46

O lançamento da Orquestra Popular de Araxá (OPA) que acompanhou Ivan Lins no palco de arena do teatro municipal marcou a abertura das comemorações em torno dos 30 anos da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB), que acontecerão no decorrer deste ano. Quem esteve lá, em meio às mais de 2 mil pessoas sentadas na grama ouvindo boa música e usufruindo do especial cenário, pôde sentir o enlevo daquele momento único que constituiu-se em mais uma oportunidade cultural proporcionada por Araxá.

A fundação cumpre o papel de gestora da cultura local junto à Prefeitura de Araxá e, como uma autarquia, pode atuar de forma mais abrangente do que uma secretaria municipal, inclusive em termos de captação de recursos. Então, sob a batuta da FCCB estão, em síntese, cinco museus (Calmon Barreto, Dona Beja, Sacro, Memorial de Araxá e da Imagem e do Som), a Escola Municipal de Música Maestro Elias Porfírio de Azevedo, as áreas de Artesanato (tear) e de Arquivo, Pesquisa e Patrimônio Histórico, o Centro de Cultura Negra e, mais recentemente, o Teatro Municipal de Araxá. Orbitando em torno desse trabalho estão não só os artistas e produtores locais, mas a população como um todo, cada vez mais estimulada a participar e também criar, a envolver-se e desenvolver-se a partir do movimento cultural.

Apesar dos espaços a serem preenchidos, como a própria formação do Conselho Municipal de Cultura de Araxá, a apropriação cultural tem se fortalecido no município, principalmente a partir da construção do teatro municipal, cujo acesso é franqueado à população. Não só lá, como também noutros espaços, um diferencial tem sido a gratuidade desse contato com as mais diversas áreas culturais para apreciação de performances e obras de qualidade, sejam na música, dança, teatro, cinema e literatura. Numa efetiva troca formam-se a cada dia na cidade novos profissionais da cultura e mais plateia, enquanto quem vem de fora contribui com o seu talento e também se impressiona com essa transformação do potencial no real, levando a experiência local. O que se constata, por exemplo, na admiração da secretária de Estado da Cultura, Eliane Parreiras, e do próprio Ivan Lins, que aqui estiveram mais recentemente em razão da atividade cultural. Ela considera Araxá um exemplo na área para os municípios da região e ele encantou-se tanto com a estrutura do teatro, com a possibilidade de ter espetáculos internos e externos com excelente acústica, que pretende incentivar investimentos num projeto semelhante no Rio de Janeiro.

A contínua descoberta e formação de talentos cumpre um papel que extrapola da cultura para o social. Depois da Orquestra Viva e Banda Sinfônica que são um sucesso ao proporcionar excelentes apresentações e também em atrair e formar profissionais, Araxá agora conta com a Orquestra Popular, cujos membros variam de 11 a 70 anos. “Principalmente, no caso de orquestras, estão exatamente prestando um serviço social de tirar as crianças da rua, melhorar a qualidade delas nas escolas, de formar cidadãos melhores e a música com certeza faz isso. Eles não precisam ter medo, porque as orquestras na verdade vão proteger esses músicos, que podem acabar inclusive numa sinfônica de Berlim, de Petersburgo. Há uma melhoria de formação humana através da música que tem dado muito certo”, disse Ivan Lins.

O maior presente é avançar sempre mais, de forma que não haja retrocesso e sim a valorização cada vez maior do patrimônio artístico e cultural de Araxá.

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Clarim
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