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EDITORIAL - A importância do básico
08/09/2014, às 09:03:48

O Fórum Comunitário sobre a situação do Parque do Cristo, dos ginásios, centros de convivência, quadras e praças públicas que precisam não só de reformas como também ser bem utilizados pela comunidade, desnuda mais uma vez a falta de atenção com o básico, que até por isto é da maior importância. É verdade que esses problemas têm ultrapassado governos, mas por que não resolvê-los já que envolvem iniciativas simples e de certa forma poucos investimentos?

 

Nada contra a visionária administração municipal que nos últimos anos tem investido na revitalização da região central, na construção do centro administrativo e de mais unidades de saúde e de educação, na Santa Casa, até mesmo em relação aos projetos que ainda não estão materializados como a Cidade Tecnológica e a Cidade Gastronômica. No entanto, a magnitude dessas iniciativas se perde diante da falta de solução para os pequenos problemas que se avolumam ao ponto de criar uma insatisfação geral.

 

O Parque do Cristo foi aberto há mais de 30 anos e nunca realmente funcionou como idealizado ou mesmo foi readequado para cumprir um papel junto à comunidade. O que se vê no decorrer deste período é dinheiro público desperdiçado, como nas sucessivas reformas que não vencem a constante depredação porque sempre está subutilizado ou fechado. Como foi dito pela enésima vez no fórum, o parque por si só chama a atenção de quem ainda não o conhece, mas como está atrai olhares para a sua lastimável situação. Enquanto que se estivesse em pleno funcionamento e bem cuidado, mesmo como um simples mirante se tornaria um atrativo positivo e deixaria de denegrir a imagem da cidade e por em risco quem passa por lá; ou mesmo trabalha, como os menores da Casa do Pequeno Jardineiro que ficam a poucos metros dos marginais que continuam a frequentar o local. O que adianta investir em iluminação e outras reformas sem gerir devidamente esse patrimônio?

 

Da mesma forma, se vê na cidade tantos ginásios, quadras e centros comunitários que mais recentemente foram denominados de Multiuso praticamente abandonados, sem utilização. Os que foram reformados há apenas uns três anos, já foram novamente depredados. E não adianta culpar a falta de educação da comunidade sem estimulá-la na formação, sem dar-lhe o devido retorno. Está mais do que provado que os espaços que são mesmo apropriados pela população, também são por ela cuidados.

 

Por falar no básico, nem mesmo as lixeiras estão nas vias públicas de Araxá. Como na principal avenida recentemente revitalizada, cujo projeto continua inacabado, onde de vez em quando alguns latões destoam-se no paisagismo. Os vasos de concreto não receberam plantas adequadas, então, ao invés de embelezarem o ambiente acabam chamando a atenção por estarem secas. Assim como inadequadamente colocaram uns vasinhos nas floreiras implantadas há pouco tempo nos pedaços de postes que poderiam sim ter sido retirados do caminho, pelo menos os que ficaram bem no meio das calçadas. Já os pau-mulato plantados na avenida merecem os elogios, inclusive pela sombra que começa a surgir, mas o gramado está estragado onde os pedestres fazem trilhas para não dar volta ao acessar as passarelas, outro problema simples de ser resolvido e que persiste. Questões tão básicas, mas que continuam a depor contra a grandeza do conjunto da obra.  


 
Quiçá as críticas desse fórum não sejam realmente entendidas como retaliação política ou qualquer coisa assim, de forma a surtirem a reação necessária para que Araxá atenda prioritariamente o básico, oferecendo ambientes saudáveis, limpos e bem utilizados à comunidade.

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Clarim
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