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EDITORIAL - O menos pior
24/10/2014, às 09:55:56

Afora aqueles que parecem encarnar a disputa eleitoral, que discordam de tudo que não seja favorável ao seu candidato e da mesma forma inconsequente acusam o adversário, os eleitores que procuram discernir os discursos, que fazem comparações com a realidade e buscam historicamente as indicações sobre a veracidade da enxovalhada de informações que lhes chegam sabe que não vai escolher o melhor para o Brasil, seja quem for vitorioso. Isso porque a disputa eleitoral principalmente neste segundo turno está nivelada por baixo, muito longe das propostas de solução para as questões cruciais do país e bem próxima das falácias.

 

Somados os 8 anos do último governo tucano, mais os 12 em que o país vem sendo dirigido por um petista, tem-se o tempo considerável  de cinco eleições presidenciais sem que o Brasil fizesse jus ao seu potencial. Embora alguns avanços possam ser constatados e devem ser atribuídos aos tucanos e petistas, muito do que precisava ser feito para que o país estivesse no merecido patamar de desenvolvimento continua engavetado. A começar pela própria reforma política, porque quem é consciente não suporta mais os engodos desse processo eleitoral que favorece quem está no poder, que acaba sendo exercido de forma monopolista através de um Congresso Nacional cativo dos próprios políticos e manipulado ora por tucanos, ora por petistas, com gastos exorbitantes e envolvido até as tampas com corrupção. A principal razão das injustiças sociais cometidas num país tão rico é o déficit público, o gasto com as máquinas administrativas, o desperdício, o pagamento de propinas em detrimento da qualidade do que é oferecido à população, o interesse eleitoreiro que não enfrenta nada que possa traduzir-se em desgaste nas urnas, o desaparelhamento das gestões, o apadrinhamento político-partidário e as nomeações no âmbito judicial.

 

Nos últimos vinte anos, as poucas conquistas vêm a conta-gotas para reprimir qualquer ameaça de insubordinação, o que antes na época do militarismo era descarado, hoje é sutil. Um exemplo disso, são algumas leis de iniciativa popular como a da Ficha Limpa criada sob pressão e num contexto adverso, porque na verdade o que o país precisa é de uma ampla reforma política-eleitoral, de quebrar essas arraigadas estruturas que mantêm o status quo. Inclusive, com o fim da reeleição instituída pelos tucanos que amargam o próprio remédio. Enquanto os petistas que antes condenavam tantas práticas fazem da mesma forma, sendo que nem no auge da credibilidade conquistada em prol da governabilidade sabe-se lá a que custas teve verdadeira atitude de mobilização para essas necessárias mudanças. O fator previdenciário tão criticado é outro exemplo de como têm usufruído das crias alheias.

 

Na economia, apesar da estabilização da moeda, da redução da pobreza, vemos os recursos esvaíssem na falta de logística, de competência e, o que é pior, por causa da corrupção. As grandes empresas e os bancos são infinitamente mais aquinhoados pelo poder público que num círculo vicioso por eles é financiado. A inflação por mais baixa que seja hoje (sabe-se lá como são calculados esses índices), continua da mesma forma comendo os ganhos dos trabalhadores. A desigualdade não foi reduzida verticalmente, onde os mais ricos continuam sendo mais ricos e a oportunidade de ascensão parou depois de vencer a miséria. Cadê a reforma tributária e a melhor distribuição dos recursos entre União, Estados e municípios?

 

Ledo engano, daqueles que pensam que toda essa problemática deve-se apenas aos anos de governo petista. Prova de que realmente não é bem assim, tem sido essa acirrada disputa para que o menos pior vença as eleições de domingo, 26.  Especialmente, os mineiros e ainda mais os araxaenses, também podem fazer suas comparações mediante os últimos 12 anos de governo tucano no Estado. O saldo não é bom, tanto que neste caso já venceu a alternância de poder, embora também não dá para acreditar nas esperadas mudanças tendo em vista esses cenários históricos. Particularmente em Araxá, sempre na mídia nacional, como no último debate quando Dilma citou como uma realização de Aécio a construção da Cidade Administrativa que custou R$ 2 bilhões investidos pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), onde 90% do que arrecada é proveniente da mineração no município. E o que foi feito por aqui neste tempo tucano, é só olhar a situação do complexo do Barreiro que inclusive pertence ao próprio Estado e das áreas e edificações ociosas que mantém por aqui sem um pingo de investimento.

 

Sobra a ‘democracia’ estabelecida neste país e tão exemplificada mundo afora, apesar de sermos obrigados a votar e com tamanha desesperança. 

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Clarim
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