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Simma denuncia Vale na Justiça
06/03/2015, às 08:37:11

 

O presidente do Sindicato da Extração Mineral de Araxá (Simma), Vicente Magalhães de Matos (Carioca), acusa a Vale Fertilizantes de descumprimento do acordo coletivo válido até 31 de janeiro de 2016. Ele afirma que a empresa montou “uma operação de guerra” para evitar que os trabalhadores fizessem uma paralisação nesta segunda-feira, 2, o que levou o sindicato a denunciá-la na Justiça do Trabalho e no Ministério Público do Trabalho. Vicente diz que com a mudança da jornada de trabalho acordada anteriormente alguns trabalhadores vão ficar até 8 horas sem se alimentar adequadamente apesar do serviço pesado e até dois meses sem folgar no domingo.

 

 

“A partir desta segunda-feira, 2, a empresa colocou os trabalhadores numa jornada de seis horas, mudando diariamente de horário e com um dia de folga, o que é uma coisa absurda”, afirma. Ele informa que a Constituição Federal de 1988 regulamenta o trabalho em turno ininterrupto, estabelecendo uma jornada diária de seis horas, o que perfaz 36 horas semanais, salvo no caso de negociação coletiva. “Então, se houver uma negociação coletiva, está na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e garantida pela Constituição também, tem força de lei”, ressalta. Ele acrescenta que a convenção coletiva vinha sendo feita normalmente entre o sindicato e a empresa, sendo que a última foi assinada em fevereiro de 2014 com validade de dois anos. “Mas antes do término, a empresa descumpriu o acordo que estabelece uma jornada diária de 8 horas, sendo seis dias trabalhados, por quatro dias de folga. E quando nós anualizamos as folgas dos trabalhadores, a semana trabalhada é de 31,3 horas, menor do que a jornada da Constituição, portanto, é mais favorável para os trabalhadores”, esclarece.

 

Vale envia nota sobre o seu posicionamento
Ao ser contatada pela redação do Clarim para que se posicionar sobre as alegações do Sindicato da Indústria da Extração Mineral de Araxá (Simma) em relação à quebra do acordo coletivo e à alimentação oferecida aos trabalhadores da mina, a Vale Fertilizantes retornou com o seguinte comunicado.

“A Vale Fertilizantes informa que adotou, após várias tentativas sem sucesso de estabelecer um acordo coletivo para os empregados que atuam em regime de turno ininterrupto nos Complexos de Araxá e Tapira (MG), um sistema de turnos de seis horas/dia, conforme previsto na Constituição Federal. Assim, já a partir de março, os empregados passarão a cumprir a nova jornada. A empresa preza pela qualidade de vida, saúde e segurança de seus empregados e mantém uma relação transparente e de respeito mútuo entre os envolvidos, por isso continua aberta ao diálogo sobre o novo modelo de turnos.”

 

 

> DETALHES NA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CLARIM QUE IRÁ CIRCULAR EXCEPCIONALMENTE NESTE SÁBADO, 6

 

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