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EDITORIAL - Em ascendência
16/04/2015, às 07:40:13

Independentemente das mudanças nos governos estadual e municipal, o deputado estadual Bosco tem conseguido galgar o seu caminho político percorrido por vocação, dedicação e persistência desde o início, a partir dos quatro mandatos como vereador, quando inclusive ocupou a presidência da Câmara Municipal. Nestes mais de 25 anos de vida pública, ele conseguiu conquistar o respeito da grande maioria da população, não só pelas vitórias nas urnas, como também pelas derrotas que o fortaleceram, porque sempre dispensa o mesmo tratamento atencioso e educado a todos, mesmo àqueles que não o apoiam politicamente. Dessa forma, ele não caminha em cima das divergências. Pelo contrário, a postura de sempre buscar agregar apesar do difícil meandro político, marcado pela disputa que muitas vezes chega a ser desleal e ingrata, o impulsiona à frente e lhe amplia os horizontes.    

 

Bosco conseguiu conquistar aliados que antes eram concorrentes políticos, ao ponto de no último pleito para o segundo mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ter alcançado 80% dos votos do eleitorado araxaense. Aliás, após o primeiro mandato na ALMG conseguiu dobrar a sua votação, ampliando-a não só em Araxá como especialmente na região. Hoje, com os 72 mil votos obtidos consolida-se a cada dia dentre as principais lideranças políticas mineiras. Ele tem assegurado o espaço de Araxá e região junto ao Estado porque respira política e assume abertamente uma postura de diálogo e parceria, não só com o governo anterior, como com o atual, apesar de expressarem o antagonismo político polarizado entre PSDB e PT. À margem disso, Bosco optou por não ser oposição porque sabe da importância de manter um bom trânsito junto ao Poder Executivo para bem representar a população em geral, não só quem votou nele. Para isso, como no primeiro mandato, tem que estabelecer pontes junto ao governo estadual e reconquistar espaços. Esse esforço de parceria reflete-se na recente presença do vice-governador Antônio Andrade em Araxá, assim como na do secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz, e nas tantas audiências que ele tem mantido com representantes do novo governo, inclusive com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castello Branco. Na ALMG, Bosco é vice-líder do governador Fernando Pimentel e presidente da Comissão de Cultura.

 

O que tem sido mais valioso nessa representatividade dele na Assembleia é o contato direto que mantém não só com as lideranças políticas e empresariais, mas especialmente com a população. Bosco tem estado presente nos mais diversos momentos registrados na cidade e também faz questão de receber as pessoas no Gabinete na capital mineira ou no escritório local. Ele consegue dividir a atenção com vários outros municípios que somaram para a sua eleição como deputado, o que leva a crer que continuará seguindo o caminho do Poder Legislativo. Com a votação que obteve para este mandato, Bosco poderia ter sido eleito para a Câmara Federal pelo PTdoB. No entanto, Araxá perderia o espaço na ALMG que pode ser até mais importante do que na esfera federal dada a sua atuação. Em decorrência dos vinte anos sem eleger deputado estadual, Araxá perdeu muitas chances de abrigar regionais de importantes órgãos, de ocupar cargos e de participar de programas do governo mineiro, sem falar dos recursos provenientes das emendas parlamentares.

 

Realmente, a decisão dele de não concorrer como deputado federal no último pleito parece acertada. E talvez a tenha postergado para 2018, já que no decorrer desse tempo pode apoiar alguém com potencial para ser eleito deputado estadual pela região, ocupando o seu lugar para não deixar voltar o sentido vazio político. Mas, em política as coisas podem não acontecer tão naturalmente. Bosco ainda tem pela frente as eleições municipais do ano que vem, com a responsabilidade de um preponderante papel. Apesar dele, o cenário político de Araxá não é nada bom e está sob o estigma de uma última disputa municipal que não só praticamente dividiu a cidade ao meio, como também interferiu drasticamente no seu dia a dia desde então. Pode-se dizer que o governo anterior não conseguiu ser bem sucedido nos dois primeiros anos da gestão municipal 2013/2016 e o atual terá que se superar em muito para fazer alguma coisa em tão pouco tempo, inclusive em função da situação herdada. Afinal, a partir de abril do ano que vem começa mais um período pré-eleitoral com todas as suas limitações de governança.

 

Os anseios da população canalizados em torno da atuação do prefeito Aracely de Paula são imensos, o que já o faz vivenciar uma forte pressão. Para disputar a reeleição, inclusive com o importante apoio do deputado estadual Bosco, o prefeito terá que se desdobrar para mostrar que merece um segundo tempo. Caso contrário, sem uma perspectiva otimista ele corre o risco de enfrentar o próprio deputado na disputa pelo cargo ou quem sabe até apoiá-lo dada a ausência de potenciais lideranças no cenário político de Araxá que vive um hiato histórico em nível municipal.

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Clarim
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