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EDITORIAL - A festa é nossa
28/04/2015, às 08:51:04

Não existe nenhum outro evento em Araxá que atrai tanto a comunidade como a exposição agropecuária realizada pela Associação dos Ruralistas do Alto Paranaíba (Arap), no decorrer dos últimos quarenta anos. Essa expressividade respalda-se em torno de dois eixos, o agropecuário e o de eventos, ambos mais movimentados a cada edição. Exatamente em função desse crescimento e da importância dessa realização para a comunidade em geral, que passou da hora de pelo menos planejar as necessárias mudanças que acompanham o tempo e podem agregar muito mais valor ao evento nesses dois aspectos.



Mais uma vez, são registrados os mesmos problemas que embora não ofusquem a grandiosidade da Exposição Agropecuária de Araxá já poderiam ter sido superados há mais tempo. É preciso conjugar as forças necessárias para empreendê-las nessa direção, a começar com um bom projeto, planejamento e busca dos investimentos.


Em relação ao primeiro propósito da feira, voltado para os negócios rurais, a potencialidade de incremento é muito grande.   Hoje, a ExpoAraxá é a segunda maior em gado Girolando do país, apesar do já acanhado espaço não só para as argolas, leilões, torneios, como também para os estandes comerciais – com prioridade para aqueles relacionados ao produtor rural. Em Uberlândia, com a instalação do Pavilhão da Agroindústria Familiar, já aconteceram duas edições da Femec. Uma feira que reúne em um só lugar várias oportunidades para as famílias rurais, desde a comercialização de produtos da agroindústria – linguiças, queijos, farinha, doces e outras iguarias – até a participação em diversos cursos e palestras. Muitos voltados para as boas práticas na manipulação de alimentos, mas também de gestão e aspectos tributários. Araxá com a qualidade e tradição dos seus produtos rurais precisa de um espaço e de iniciativas semelhantes, que poderiam acontecer dentro de um novo parque de exposições. É só um exemplo, dentre várias iniciativas que precisam do produtor, do espaço apropriado e do público para serem viabilizadas.



Na outra ponta, estão os shows e rodeios que abrangem não só os produtores rurais, mas especialmente boa parte da população que faz da ExpoAraxá o principal evento de entretenimento da cidade. Aqui, não é necessário e nem viável acabar com os shows para que a exposição atenda apenas as atividades rurais, como ocorreu em Uberaba. Por várias razões, a mais óbvia é não acabar com essa participação. Araxá não possui um local para eventos desse porte e o espaço do parque também está pequeno, com infraestrutura improvisada e insuficiente. É realmente preciso construir uma arena adequada para shows desse porte, além de uma boa praça de alimentação com bares e restaurantes e ainda as tradicionais barraquinhas e até estandes mais diversificados. Inclusive, esse espaço deve ser pensado não só para abrigar a ExpoAraxá, como também para estar disponível a outros eventos que vão gerar uma renda extra para a Arap.


Então, por que esse empreendimento não acontece? Anteriormente, até acredito que tenha sido pelo tradicionalismo da classe rural que naturalmente é ressabiada e não costuma trocar o certo pelo duvidoso. Hoje, com a realização da 41ª edição que mais uma vez evidencia não só a falta de perspectivas do espaço como os problemas comuns, pode ser que o pessoal já esteja sensibilizado para a necessidade dessa mudança. Mas, também é fundamental coragem para dar o primeiro passo e incentivo público e privado, pois ambas as esferas devem ter interesse na questão que extrapola o âmbito da Arap para abranger toda a cidade. Duas linhas de frente devem ser pensadas simultaneamente, a de dar a melhor destinação para o parque atual que está localizado praticamente no Centro da cidade - onde existem pouquíssimas áreas como aquela - e onde será o novo parque. Se houver uma definição em relação a essas duas questões será meio caminho andado.



É uma construção em longo prazo e como ainda nem foi discutida, a Arap continua tentando minimizar problemas inevitáveis como o barulho e a movimentação que incomoda a vizinhança de perfil residencial já muito próxima ao parque; a falta de área de estacionamento; a aglomeração que facilita os pequenos furtos como de carteiras e celulares; o preço exorbitante dos alimentos e bebidas e a falta de segurança do espaço em geral devido justamente à densidade de pessoas.

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Clarim
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