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Assassino é condenado a 14 anos de prisão
16/06/2015, às 08:10:20

 

Célio Augusto da Silva, de 39 anos, acusado de ter matado Murilo Tibúrcio Mariano Borges ao desferir um golpe de faca no peito dele, foi condenado a 14 anos de prisão. O homicídio consumado, apontado pela acusação como duplamente qualificado, por motivo torpe e pelo recuso de defesa da vítima aconteceu no dia 5 de janeiro de 2013. O juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Araxá, Renato Zouain Zupo, conduziu o julgamento realizado no último dia 11.

O crime ocorreu na rua Ferreira Benfica, no bairro Estância, por volta das 21h30. Consta nos autos do processo que Murilo teria mentido ao testemunhar em uma audiência trabalhista para beneficiar Célio. De acordo com uma testemunha do julgamento, Murilo teria dito a Célio que lhe pagaria R$ 500 e pagou-lhe apenas parte do total combinado. Então, Célio armou-se com uma faca e foi encontrar Murilo para intimidá-lo. A testemunha afirma que o réu no dia do crime teria brigado com a esposa dele e, ao visitar seus parentes, resolveu tomar uma cerveja na calçada com amigos, quando alguém lhe perguntou sobre Murilo e ele se lembrou da dívida entre eles. Então, o réu armou-se com uma faca e encontrou Murilo na esquina e lhe cobrou o pagamento da dívida. Murilo não gostou da cobrança e os dois iniciaram uma discussão na rua. Conforme o depoimento do réu, Murilo teria mexido em uma mochila que ele carregava e por achar que ele iria pegar alguma coisa desferiu uma facada no peito dele porque estava armado com a faca. Célio fugiu em seguida tomando rumo ignorado e não foi localizado naquele dia pela polícia militar.

Durante o julgamento, a acusação representada pelo promotor de Justiça, Fábio Valera, manteve a tese de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe. A defesa do réu, representada pelo advogado Fausto de Mesquita, sustentou a tese de legítima defesa e pediu aos jurados que desconsiderasse as qualificadoras e, ao final, absolvesse o réu. Conforme a sentença, Célio foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado e com a qualificadora de motivo torpe. Ele também foi condenado a pagar uma fiança por danos morais estipulada em R$ 20 mil à família da vítima.

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