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Patrulha política
26/08/2011, às 07:55:50

   Araxá precisa ficar livre de uma prática política que faz mal, para realmente fazer bem à população. É nesse aspecto que o prefeito Jeová Moreira da Costa é desafiante, como se fosse o fim desse ciclo político que emperra o desenvolvimento do município. No primeiro mandato como prefeito da cidade e agora até de forma mais absoluta, ele enfrenta o arraigado patrulhamento político existente em Araxá. Como se estar no comando da cidade fosse muito mais importante do que a própria população.
   Disputas políticas homéricas e feias, porque são traçadas nos bastidores. Mentirosas, malvadas, de puxar o tapete, de querer ver o outro cair para não ocupar espaço, de inveja, de interesses vis, de recados velados... Embora, ao contrário, todos deveriam estar de forma realmente desinteressada integrados nas ações que fazem o município avançar.
   Mas ainda existe esse ranço que chega ao cúmulo de desconstruir empreendimentos e empresas ou mesmo não deixar que aconteçam simplesmente porque vão cacifar alguém politicamente. No entanto, aos poucos, torna-se ultrapassado e inútil diante dos valores que realmente são importantes para o ser humano.
   Em 1996, depois de cumprir o seu primeiro mandato, Jeová praticamente deixou o cenário político araxaense até 2005. Ele só retornou aos holofotes quase dez anos depois, quando começou a reunir o grupo que o apoiou como pré-candidato a prefeito e foi vitorioso nas eleições de 2008. Mas, ao assumir a administração municipal depois de acirrada disputa eleitoral, ao invés de encontrar clima de governança ele enfrenta uma estúpida rivalidade política há dois anos e meio, que pretende o inverso e chega ao desrespeito.
   O receio de que o atual prefeito possa ficar mais quatro anos no cargo leva à loucura muita gente que circunda o poder, vive dele e costuma ver somente os seus direitos, sem deveres ou justiça. Mas, essa gente acomodada, omissa, conservadora, fechada e mascarada que está à espera das benesses do céu é a cada dia minoria. Aos poucos, deixa de existir para as gerações mais abertas, menos capitalistas, realmente democráticas e preocupadas com o ambiente em que vivem.
   Cada um tem o pleno direito de votar e fazer o seu julgamento em relação a qualquer governo e, sem revanchismos, com críticas construtivas que levem adiante, além de reconhecimentos que estimulem as ações. O clima de acirrada disputa política deveria acontecer somente nos períodos eleitorais, pois o contrário é pressionar, policiar o voto, ameaçar mesmo que sutilmente, chegar a comprá-lo, manipulá-lo, calar a imprensa - que, felizmente, está mais livre e transparente porque a cada dia tem sido mais fácil separar o joio do trigo.

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Clarim
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