A St George Mining anunciou um avanço estratégico na implantação de seu complexo de mineração em Minas Gerais. A mineradora adquiriu 166 hectares em Araxá (MG), área destinada à instalação da planta industrial do Projeto Araxá, focado na produção global de nióbio e terras raras.
O terreno, localizado a menos de dois quilômetros da zona de concessão mineral, possui relevo plano e zoneamento compatível com a atividade minerária. Segundo a empresa, a escolha de instalar a estrutura fora da área mineralizada visa preservar o depósito e otimizar a extração futura.
Foco em sustentabilidade e licenciamento ambiental
Além da área industrial, a companhia investiu na compra de um segundo terreno de 163 hectares, situado a cerca de 19,5 km da mina, voltado exclusivamente para a conservação ambiental. O espaço servirá como corredor de fauna e flora e facilitará o processo de licenciamento operacional.
O investimento total nas aquisições soma R$ 20 milhões:
- R$ 14 milhões investidos na área industrial;
- R$ 6 milhões destinados à compensação e conservação ambiental.
Para o diretor-geral no Brasil, Thiago Amaral, a antecipação dessas áreas reduz gargalos comuns no setor. “Garantir áreas preservadas que atendam aos requisitos de licenciamento é um desafio. Este passo é vital para a preservação das espécies locais e para o cronograma do projeto”, destaca.
Novos resultados indicam depósito de classe mundial
Nesta semana (18/02), a St George também divulgou resultados recordes de sondagem. O furo AXDD055 revelou o maior intervalo mineralizado da história do projeto: 164,45 metros de profundidade a partir da superfície.
Os teores encontrados impressionam o mercado, atingindo picos de 17,15% de terras raras e 4% de nióbio. Esses dados indicam que a mineralização se estende além do que previa a modelagem inicial, o que deve gerar uma revisão positiva na estimativa de recursos minerais.
Atualmente, o Projeto Araxá — adquirido pela St George em 2025 — possui uma base estimada de 41,2 milhões de toneladas de minério. A nova descoberta pode ampliar significativamente a vida útil da mina e aumentar a competitividade do Brasil no mercado global de minerais críticos.
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