A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou uma série de operações de combate a crimes sexuais no estado, resultando na prisão de suspeitos em Belo Horizonte, São Paulo e na Zona da Mata mineira. As ações integradas visam proteger crianças, adolescentes e estudantes contra abusos cometidos por figuras de autoridade e familiares.
Professor preso por assédio em Belo Horizonte
Na região do Barreiro, em Belo Horizonte, um professor de 39 anos foi preso preventivamente por assediar sexualmente alunas adolescentes. Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), quatro vítimas já foram identificadas.
- O investigado valia-se de sua posição docente para contatar os estudantes por aplicativos de mensagens, solicitando fotos íntimas em troca de vantagens e facilidades em avaliações escolares.
- Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão — com apoio da Depca Venda Nova —, foram recolhidos aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos.
- Em depoimento, o suspeito confirmou parcialmente os fatos e alegou ser dependente químico, sendo encaminhado ao sistema prisional.
Foragido por estupro de vulnerável é capturado em São Paulo
Em uma ação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo (PCESP), a PCMG cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 23 anos na Zona Norte da capital paulista. O investigado era considerado foragido da Justiça após denúncia de estupro de vulnerável em São João Nepomuceno.
O inquérito, conduzido sob sigilo em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), teve o apoio do Núcleo de Investigação de Crimes Cibernéticos de Juiz de Fora. Após o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e o decreto da ordem de prisão, o monitoramento de inteligência permitiu localizar e capturar o alvo em território paulista.
Operação “Ciclo Interrompido” prende homem em Muriaé
Na Zona da Mata mineira, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) prendeu um homem de 66 anos em Muriaé, investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria neta, uma criança de 9 anos.
A investigação teve início após denúncia de familiares, resultando em escuta especializada e coleta de depoimentos. No decorrer das apurações, surgiram relatos de outras mulheres da família sobre episódios de violência sofridos quando ainda eram crianças, envolvendo múltiplas gerações.
Batizada de “Ciclo Interrompido”, a operação teve como foco principal frear a rede intergeracional de abusos. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Ascom PCMG
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