Saúde

Anvisa alerta para riscos de pancreatite grave e mortes por uso de “canetas emagrecedoras”

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta segunda-feira (9) um novo alerta de farmacovigilância sobre o uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP-1. Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, fármacos como semaglutida (Ozempic/Wegovy), liraglutida (Saxenda), tirzepatida (Mounjaro) e dulaglutida (Trulicity) estão no centro de um monitoramento rigoroso devido ao aumento de notificações de efeitos colaterais graves.

Risco de pancreatite aguda e mortes

O principal foco do comunicado é o risco de pancreatite aguda, que pode evoluir para formas necrotizantes e fatais. Segundo dados da agência, entre 2020 e o final de 2025, o Brasil registrou 145 notificações de eventos adversos suspeitos e seis mortes possivelmente relacionadas ao uso dessas substâncias.

Embora os riscos já constem nas bulas, a Anvisa reforça que o aumento das notificações nacionais e internacionais exige cautela. “Esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente sob prescrição médica e para as indicações aprovadas”, destacou o órgão.

Restrição na venda e retenção de receita

Vale lembrar que, desde junho de 2025, a Anvisa endureceu as regras de comercialização. Atualmente, a venda dessas canetas só é permitida mediante a retenção da receita médica (prescrita em duas vias), seguindo o mesmo rigor aplicado aos antibióticos. A validade da receita é de 90 dias.

O endurecimento da norma visa conter o uso indiscriminado para fins estéticos sem necessidade clínica, fator que eleva as chances de complicações e dificulta o diagnóstico precoce de reações severas.

Orientações para pacientes e médicos

A agência recomenda que usuários busquem ajuda médica imediata caso apresentem:

  • Dor abdominal intensa e persistente (que pode irradiar para as costas);
  • Náuseas e vômitos frequentes.

Para os profissionais de saúde, a orientação é clara: ao suspeitar de pancreatite, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. A agência também incentiva o registro de qualquer efeito inesperado no sistema VigiMed.

Histórico de alertas

Este não é o primeiro aviso sobre a classe dos GLP-1. Nos últimos dois anos, a Anvisa já havia alertado para:

  1. Riscos de aspiração durante procedimentos anestésicos (2024);
  2. Casos raros de perda de visão associados à semaglutida (2025).

Apesar dos alertas, a Anvisa mantém que a relação risco-benefício dos medicamentos permanece positiva, desde que utilizados estritamente conforme a orientação médica.

Fonte: Agência Brasil

 

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