Minas Gerais

MPMG alerta pais sobre riscos de postar fotos de filhos com uniforme escolar nas redes sociais

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Gaeciber (Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos), emitiu um alerta urgente aos pais e responsáveis: a publicação de fotos de crianças e adolescentes com uniforme escolar pode facilitar a ação de criminosos.

Segundo o órgão, a exposição da rotina infantojuvenil na internet fornece dados estratégicos para sequestros, extorsões e os chamados “golpes do falso sequestro”.

O perigo da “Engenharia Social”

O promotor de Justiça e coordenador do Gaeciber, André Salles, explica que a superexposição alimenta a engenharia social — técnica de manipulação usada por bandidos para obter informações privilegiadas.

  • Dados valiosos: ao postar fotos com o uniforme, os pais revelam, sem perceber, o nome da escola, cursos extracurriculares e a rotina de horários da família.
  • Golpes mais críveis: com essas informações, criminosos conseguem se passar por diretores de escola ou gerentes de banco, criando armadilhas muito mais convincentes para as vítimas.

“A maioria dos crimes cometidos pela internet não exige tecnologia avançada, mas sim o uso de informações que as próprias pessoas fornecem voluntariamente”, alerta Salles.

Limites e controle de privacidade

O MPMG recomenda que o uso das redes sociais por menores seja rigidamente monitorado pelos pais. Mesmo quando fotos são publicadas, é essencial limitar o acesso apenas a pessoas conhecidas e evitar a marcação de localização em tempo real.

Além dos crimes de extorsão, o Ministério Público tem intensificado o combate a delitos como a montagem de fotos e crimes sexuais. No último ano, forças-tarefa do Gaeciber resultaram em condenações que ultrapassaram 14 anos de prisão para crimes sexuais e 12 anos para extorsão.

Uso responsável da internet

Com 94% dos brasileiros conectados à rede, segundo o IBGE, a conscientização torna-se a principal ferramenta de defesa. O MPMG reforça que “qualquer informação serve como identidade” e que o cuidado com a privacidade digital deve ser uma prioridade constante no ambiente doméstico.

Fonte: Agência Brasil

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