O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a Operação Bankline. A ação interestadual visa desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas que causou um prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares e a uma instituição financeira.
A operação, conduzida pelo Gaeciber (Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos), cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal. Até o momento, sete pessoas foram presas.
Como funcionava o esquema tecnológico
Segundo as investigações, a organização criminosa era dividida em núcleos estratégicos:
- Núcleo Tecnológico: utilizava conhecimentos avançados para burlar sistemas de segurança bancária e habilitar dispositivos invasores.
- Núcleo Financeiro: responsável por receber e pulverizar o dinheiro em diversas contas de pessoas físicas e empresas, dificultando o rastreio pelas autoridades.
A fraude começou com a invasão de uma conta bancária empresarial, onde os criminosos resgataram R$ 800 mil de um investimento para gerar saldo. Em seguida, o grupo quitou 10 boletos bancários que somaram o prejuízo de meio milhão de reais. O alerta foi acendido pelo setor de segurança do banco ao detectar acessos de locais e conexões de internet suspeitos.
Materiais apreendidos e perícia
Durante as diligências em cidades como Goiânia, São Paulo, Santos e Duque de Caxias, as autoridades apreenderam um vasto arsenal utilizado no crime:
- 126 cartões diversos e 24 máquinas de cartão;
- 30 modems, uma chipeira e 11 chips de operadoras;
- Notebooks, celulares, HDs e R$ 22.715,00 em espécie.
Todo o material passará por perícia técnica para identificar novas provas e outras possíveis vítimas do esquema.
7 dicas essenciais para se proteger de fraudes bancárias
Para evitar cair em golpes semelhantes ao investigado na Operação Bankline, siga estas recomendações de segurança digital:
- Autenticação em dois fatores (2FA): Ative sempre essa função em apps de banco e e-mails.
- Cuidado com avisos: Nunca clique em links de SMS ou e-mail informando “compra suspeita”.
- Canais oficiais: Em caso de dúvida, ligue para o número que consta no verso do seu cartão físico.
- Notificações em tempo real: Configure o app do banco para avisar sobre qualquer transação ou resgate.
- Monitoramento de saldo: Verifique seus extratos e aplicações financeiras com frequência.
- Sigilo de dados: Jamais compartilhe senhas ou códigos recebidos por SMS com supostos atendentes.
- Redes seguras: Evite acessar contas bancárias usando Wi-Fi público ou computadores de terceiros.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais/Assessoria de Comunicação Integrada
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