Justiça

Operação Ghost Machine: MPMG denuncia ex-secretário e mais seis por esquema de R$ 3,4 milhões em Divinópolis

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia formal contra sete investigados por um esquema de corrupção passiva, fraude em contratos públicos e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) de Divinópolis.

A ação, conduzida pelo Gaeco e pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, é o desdobramento da Operação Ghost Machine. Entre os denunciados estão um ex-secretário municipal, um servidor efetivo, empresários e familiares utilizados para ocultação de bens.

Como funcionava a “Máquina Fantasma”

Segundo o MPMG, o grupo operou entre 2022 e 2025 com um método de adulteração de medições. O esquema consistia em:

  • Propina: agentes públicos recebiam valores para agilizar pagamentos e manter contratos.
  • Horas fictícias: boletins diários eram falsificados com horas de locação de máquinas nunca realizadas.
  • Validação fraudulenta: servidores públicos atestavam os serviços inexistentes, gerando pagamentos indevidos pela prefeitura.

O papel do ex-secretário e os valores envolvidos

A denúncia aponta o ex-secretário municipal como peça central da organização. Ele foi denunciado por cerca de 200 atos de corrupção passiva, com movimentação estimada em R$ 3,45 milhões em vantagens indevidas.

Além dos crimes financeiros, o ex-secretário responderá por coação no curso do processo. Ele é acusado de ameaçar uma testemunha de morte após ter sua prisão decretada, na tentativa de barrar o avanço das investigações.

Lavagem de dinheiro e bloqueio de bens

Para esconder a origem ilícita do dinheiro, o grupo teria movimentado R$ 2,5 milhões através de contas de “laranjas”, incluindo parentes e empresas de fachada.

O Ministério Público solicitou à Justiça:

  1. A condenação dos réus ao ressarcimento de R$ 4,1 milhões aos cofres públicos.
  2. A manutenção da prisão de quatro dos envolvidos.
  3. A reparação integral dos danos morais coletivos causados à cidade de Divinópolis.

Com a denúncia entregue à 1ª Vara Criminal da comarca, o processo entra na fase judicial, onde os acusados terão oportunidade de apresentar defesa. O MPMG reitera que o combate à corrupção no Centro-Oeste mineiro segue como prioridade das unidades de inteligência.

Fonte: Assessoria de Comunicação Integrada/Ministério Público de Minas Gerais

 

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