Polícia Civil

PCMG deflagra Operação Espelho Turvo contra esquema de falsos sites do Detran e IPVA

Operação Espelho Turvo

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (29/4), a Operação Espelho Turvo. A ação visa desmantelar uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de capitais que simulava portais oficiais para aplicar golpes em contribuintes mineiros.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão em cinco estados: Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 10,4 milhões em ativos financeiros dos investigados.

Raio-X da operação

A ofensiva teve como foco principal o município de Imperatriz (MA), onde foram efetuadas 13 prisões. Outros dois alvos foram localizados em Aracaju (SE) e Aguiarnópolis (TO). Durante as diligências, os agentes apreenderam:

  • 13 aparelhos celulares;
  • 01 notebook;
  • Documentos e provas de movimentação financeira.

Como funcionava o golpe do falso IPVA

A investigação, conduzida pela 3ª Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), revelou um esquema sofisticado. O grupo criava domínios fraudulentos que imitavam com perfeição os sites do Detran-MG e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG).

As vítimas eram induzidas a pagar tributos, especialmente o IPVA, via Pix. No entanto, os valores eram direcionados para uma rede estruturada de contas de passagem e empresas de fachada — ao menos 20 firmas foram identificadas como parte da engrenagem de lavagem de dinheiro.

Prejuízo milionário e alcance do grupo

Segundo levantamentos do Ciberlab (laboratório de inteligência cibernética), o impacto do crime é expressivo:

  • Vítimas: cerca de 1.200 pessoas lesadas desde janeiro de 2024.
  • Prejuízo estimado: a vantagem ilícita pode superar R$ 20 milhões.
  • Estrutura: 24 alvos foram individualizados, atuando desde a abertura de contas em nome de terceiros até a gestão de altos fluxos financeiros.

Os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) foram cruciais para mapear a complexa engenharia financeira utilizada pelo grupo. A PCMG confirmou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e recuperar o patrimônio das vítimas.

Fonte: Ascom PCMG

 

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