Justiça

Operação Coluna de Areia: CIRA-MG combate fraude de R$ 26 milhões na construção civil

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (CIRA-MG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Coluna de Areia. A ação visa desarticular um esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de construção civil e locação industrial. O prejuízo estimado aos cofres públicos supera os R$ 26 milhões em ICMS não recolhidos.

Alvos e mandados em Minas Gerais

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens em cidades estratégicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte:

  • Belo Horizonte
  • Pedro Leopoldo
  • Lagoa Santa
  • Rio Acima

As equipes miraram galpões industriais, escritórios corporativos e residências de empresários. Durante a operação, foram apreendidos documentos, celulares e ativos financeiros foram bloqueados judicialmente para garantir a recuperação de ativos.

Como funcionava o esquema de sonegação

As investigações da Coordenadoria Regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (CAOET-BH) revelaram que o grupo operava como um devedor contumaz. O imposto era embutido no preço final pago pelo consumidor, mas o valor do ICMS nunca era repassado ao Estado.

Para ocultar o rastro do dinheiro, o grupo utilizava:

  1. Empresas de fachada e laranjas;
  2. Manobras contábeis com lançamentos fictícios;
  3. Holdings patrimoniais para blindagem de bens;
  4. Um conglomerado de 19 pessoas jurídicas interligadas.

 

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Crime de apropriação indébita tributária

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a prática configura apropriação indébita tributária. O STF já consolidou o entendimento de que a retenção deliberada do imposto, usada como “estratégia de negócio”, é crime.

“O devedor contumaz obtém vantagem competitiva ilegítima, operando com carga tributária zero enquanto prejudica concorrentes honestos e retira recursos da saúde e segurança pública”, afirma o Comitê.

Integração institucional

A operação mobilizou uma força-tarefa composta por 39 auditores da Receita Estadual, promotores de Justiça, além de 40 policiais (Civis e Militares). A Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG) reforça que o cruzamento de dados fiscais foi crucial para identificar a fraude estruturada.

Fonte: Assessoria de Comunicação Integrada/Ministério Público de Minas Gerais

 

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