A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Tóxicos e Homicídios de Araxá, finalizou nesta quinta-feira (19) o inquérito sobre o assassinato de um homem de 34 anos, ocorrido em fevereiro no bairro São Geraldo. A investigação revelou que a vítima seria submetida a um “tribunal do crime” por uma organização criminosa.
Dinâmica do crime: emboscada e reação
O crime aconteceu no dia 06 de fevereiro de 2026, na Travessa Alagoas. Segundo o delegado Jéferson Leal da Silva, cinco suspeitos em um Ford Ka preto monitoraram a vítima. A intenção inicial era o sequestro: os criminosos planejavam dopar o homem e levá-lo para a zona rural de Uberaba, onde seria “julgado” pelo grupo.
No entanto, a vítima reagiu à tentativa de embarque forçado. Após ser agredido com socos e coronhadas, o homem foi executado com quatro disparos de arma de fogo. Um dos autores utilizava colete à prova de balas durante a ação.
Motivação: o “Tribunal do Crime”
A investigação apontou que a execução foi motivada por vingança. Os autores alegaram que a vítima teria cometido um estupro anteriormente. “Os suspeitos pertencem a uma organização criminosa e pretendiam submeter a vítima ao julgamento do próprio grupo”, afirmou a PCMG.
Prisões e Apreensões
Durante os trabalhos coordenados pelo Delegado Regional, Dr. Valter André Biscaro Salviano, a polícia obteve provas cruciais:
- Identificação do Veículo: O sistema “Olho Vivo” captou a placa do Ford Ka, levando à confissão do motorista.
- Armas Apreendidas: Foram localizados dois revólveres (calibres .38 e .32) e duas espingardas.
- Indiciados: Seis pessoas no total, incluindo o motorista, os executores, os comparsas que deram apoio no carro e o mandante que levou a “demanda” à organização.
Entre os envolvidos, há quatro presos, um adolescente de 14 anos apreendido e um sexto suspeito indiciado. Eles responderão por homicídio qualificado (motivo fútil), associação criminosa armada e corrupção de menores.
Desfecho do inquérito
O inquérito, que contou com o depoimento de 13 testemunhas, foi concluído e enviado ao Ministério Público. Os detidos foram encaminhados ao Presídio de Araxá, onde permanecem à disposição da Justiça.
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