Araxá

Saúde em Araxá: levantamento revela principais causas de morte em março de 2026

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Um relatório detalhado com base nos dados do Cartório de Registro Civil de Araxá traça o perfil da mortalidade no município entre os dias 01/03/2026 e 31/03/2026. O levantamento aponta um forte predomínio de doenças sistêmicas graves e complicações hospitalares, evidenciando o impacto de comorbidades crônicas na população local, especialmente na faixa etária acima dos 65 anos.

Infecções e complicações respiratórias lideram óbitos

A Sepse (septicemia) e o choque séptico foram identificados em quase 40% dos registros de óbito no período. Essas condições aparecem frequentemente associadas a focos pulmonares ou urinários.

  • Pneumonia: citada como causa direta ou complicador fatal em idosos.
  • DPOC: houve alta incidência de óbitos por insuficiência respiratória em pacientes com histórico de tabagismo.

Doenças crônicas e avanço do câncer

As doenças degenerativas e crônicas continuam sendo um desafio para a saúde pública de Araxá:

  • Insuficiência Renal: fator determinante em grande parte das mortes, agravado por Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial (HAS).
  • Neoplasias: foram registrados óbitos significativos por câncer de pâncreas, esôfago, pulmão, intestino e mama.
  • Alzheimer e Demência: identificados como causas secundárias que levaram a quadros de desnutrição ou pneumonia aspirativa.

Causas cardiovasculares e externas

O sistema circulatório também foi responsável por um volume expressivo de mortes, com destaque para o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto isquêmico quanto hemorrágico.

Já as causas externas, embora em menor número, incluíram registros de asfixia mecânica, afogamento e traumatismo cranioencefálico (TCE) decorrente de quedas acidentais.

Dengue e óbitos sem assistência

Um ponto de atenção no relatório é o registro de óbito por Choque Misto e Dengue Grupo B, o que reforça o alerta para a situação epidemiológica da região. Além disso, três registros de morte sem assistência médica sugerem dificuldades no acesso imediato ao socorro ou óbitos domiciliares não assistidos, dado que demanda análise das autoridades competentes.

 

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