Araxá registra 94,30% de cobertura na primeira dose da vacina tríplice viral, ficando muito próxima da meta ideal de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. No entanto, o cenário acende um alerta importante para a segunda dose, cujo índice despenca para 79,01%. A discrepância reforça um alerta das autoridades sanitárias: não basta iniciar a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola, é fundamental completar o esquema recomendado para cada faixa etária.
Integrada ao Calendário Nacional de Vacinação, a tríplice viral é distribuída de forma totalmente gratuita pelo SUS. Para o público infantil, a aplicação ocorre em duas etapas bem definidas: a primeira dose é indicada aos 12 meses de idade, enquanto a segunda deve ser administrada aos 15 meses.
A importância do ciclo completo
De acordo com o médico clínico geral e especialista em Saúde da Família e Comunidade, Dr. Leirston Paulo da Silva, a interrupção do ciclo vacinal compromete a eficácia da proteção.
“Quando a criança não retorna para a segunda dose, ela fica com uma imunização que não completou o seu ciclo e não tem a mesma proteção proporcionada pelas duas doses. Por isso, é extremamente importante que os pais fiquem atentos e levem a criança para receber a dose na idade recomendada”, explica o especialista.
O médico destaca ainda que a vacinação em massa é a principal ferramenta para mitigar a circulação viral e prevenir quadros clínicos graves.
“A vacinação é extremamente importante para diminuir a ocorrência do sarampo, da caxumba e da rubéola e evitar casos mais graves, que podem levar a internações, maior sofrimento e até risco de óbito”, complementa.
E quem tem dúvidas sobre o histórico vacinal?
Para quem perdeu o controle das doses ou não tem certeza se já foi imunizado, a orientação do Setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde é clara: procure uma sala de vacinação na rede municipal para uma avaliação detalhada da situação vacinal. Na ausência de comprovação documental, a conduta padrão é realizar a aplicação ou completar o esquema conforme a faixa etária:
- Adolescentes e adultos até 29 anos: devem receber duas doses, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham histórico de vacinação.
- Adultos de 30 a 59 anos: a indicação oficial para os não vacinados é de dose única.
A aplicação dos imunizantes é realizada sem custos nas unidades de saúde locais. Para agilizar o atendimento, a recomendação é comparecer ao posto portando a carteira de vacinação, permitindo que a equipe de enfermagem confira o histórico e faça a atualização imediata.
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