No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de pessoas convivam com o transtorno bipolar, uma condição psiquiátrica crônica que provoca alterações severas no humor, na energia e no comportamento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a patologia figura entre as principais causas de incapacidade no mundo, impactando severamente a rotina de quem não recebe o suporte adequado.
Para conscientizar a população, o psiquiatra do Instituto Maria Modesto, Mateus Nóbrega, detalha o funcionamento da doença. O especialista explica que o transtorno se manifesta por meio de episódios intercalados de depressão e mania. Enquanto a fase depressiva traz tristeza profunda e desânimo, a fase maníaca é marcada por euforia, impulsividade e redução da necessidade de sono.
Diferenciar oscilações comuns de humor do transtorno clínico é um dos maiores desafios. Segundo Nóbrega, a bipolaridade apresenta sintomas muito mais intensos e duradouros. As crises podem persistir por dias ou semanas, interferindo diretamente na capacidade de trabalho e nas relações sociais, muitas vezes sem uma causa externa aparente que justifique tamanha mudança emocional.
O diagnóstico do transtorno bipolar é estritamente clínico, baseado no histórico do paciente e relatos de familiares, uma vez que não existem exames laboratoriais específicos para a detecção. O médico ressalta que o tratamento combina o uso de estabilizadores de humor com a psicoterapia. A adesão contínua ao acompanhamento médico é o fator determinante para evitar recaídas e garantir que o paciente mantenha uma vida equilibrada e produtiva.
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