Araxá

Dengue em Araxá: Vigilância instala 251 ovitrampas para mapear o Aedes aegypti

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A Vigilância Ambiental de Araxá deu início a uma nova estratégia para intensificar o combate à dengue no município: a implantação de ovitrampas. A tecnologia funciona como uma armadilha capaz de identificar os locais com maior presença e circulação do mosquito Aedes aegypti. Com os dados coletados, as equipes do setor de combate às endemias conseguirão direcionar os mutirões e ações preventivas com mais precisão e agilidade nas áreas críticas.

Ao todo, a prefeitura prevê a instalação de 251 armadilhas em Araxá, mantendo um raio médio de 300 metros de distância entre cada ponto. Os equipamentos serão fixados em residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos de grande circulação — sempre com a autorização prévia do morador ou responsável pelo imóvel.

Como funciona a ovitrampa?

Na prática, a ovitrampa consiste em um pequeno recipiente escuro contendo água e uma solução atrativa desenvolvida pela equipe técnica. No interior do vaso, é inserida uma palheta de madeira adequada para que a fêmea do Aedes aegypti deposite seus ovos.

A cada sete dias, os agentes de endemias retornam ao local para recolher a palheta, realizar a higienização do recipiente e fazer a reinstalação do sistema. O material recolhido segue diretamente para o laboratório entomológico da cidade, onde os ovos são contados com o auxílio de equipamentos específicos.

Com a contagem semanal, a Secretaria de Saúde obtém um mapa atualizado do índice de infestação por bairro.

“Quanto maior o nível de infestação, maior o nível de atenção naquela região”, ressalta o supervisor-geral de Combate às Endemias, Paulo Henrique Honorato.

Equipamento é seguro e não atrai mais mosquitos

Uma das principais dúvidas da população é se a presença da armadilha pode aumentar o risco de picadas no imóvel. O supervisor reforça que a ovitrampa não oferece qualquer risco à saúde e nem atrai novos insetos para a vizinhança.

A solução apenas atrai as fêmeas do Aedes aegypti que já estão circulando naquele microambiente, incentivando-as a depositar os ovos exclusivamente na palheta controlada — o que impede o nascimento de novas larvas no local.

Parceria com a população

A Vigilância Ambiental destaca que o sucesso da nova tecnologia depende do apoio dos moradores. A instalação não gera nenhum custo financeiro para a população e exige apenas que o morador autorize a entrada dos agentes credenciados e assine o termo de permissão.

Serviço e Orientação: Os agentes de combate às endemias estarão devidamente uniformizados e identificados durante as visitas semanais de manutenção.

 

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