Saúde

Lipedema: quando a cirurgia não é a resposta para tudo

Tratamento do lipedema
Doença crônica exige diagnóstico adequado e tratamento multidisciplinar; segundo o cirurgião plástico da Unimed Araxá. Imagem gerada por Inteligência Artificial

publicidade

ARAXÁ (MG) — Com a crescente repercussão do lipedema nas redes sociais e em debates sobre saúde, o tema ganhou espaço nas conversas sobre imagem corporal, mas acendeu um alerta médico: a popularização do termo tem favorecido o autodiagnóstico.

A condição é uma doença crônica caracterizada pela distribuição desproporcional do tecido adiposo (gordura), acometendo principalmente os membros inferiores e, em menor escala, os superiores. Fatores como alterações hormonais, ganho de peso e histórico familiar costumam estar associados ao desenvolvimento e à evolução do quadro.

Para o cirurgião plástico da Unimed Araxá, Dr. Henrique Coraspe, o primeiro passo fundamental é compreender que o manejo clínico e terapêutico não se resume à intervenção cirúrgica. A abordagem deve ser inteiramente individualizada, mobilizando diferentes especialidades conforme os sintomas e as necessidades de cada paciente. “O tratamento do lipedema vai muito além da lipoaspiração”, reforça o especialista.

Abordagem multidisciplinar

O protocolo terapêutico pode englobar uma série de frentes combinadas:

  • Atividade física regular e terapia compressiva: fundamentais quando indicadas clinicamente;
  • Fisioterapia e técnicas manuais: essenciais para auxiliar no controle de sintomas como edema (inchaço) e desconforto físico;
  • Acompanhamento nutricional e psicológico: vitais para o suporte metabólico e para lidar com impactos na autoestima, na autoimagem e na qualidade de vida;
  • Avaliações especializadas: checagem de condições vasculares, linfáticas, hormonais ou musculoesqueléticas associadas.

Quando a cirurgia é indicada?

A realização de procedimento cirúrgico não deve ser encarada como solução automática ou imediata diante da confirmação da doença. Segundo o cirurgião, a indicação precisa ponderar os sintomas apresentados, a resposta prévia ao tratamento conservador e o impacto real do lipedema no dia a dia da paciente.

“Quando indicada de forma adequada, a lipoaspiração pode reduzir o volume do tecido adiposo acometido e melhorar sintomas e funcionalidade. Em algumas pacientes, também podem ser associadas tecnologias destinadas ao tratamento da flacidez da pele”, detalha Dr. Henrique.

Contudo, o médico faz um alerta importante: a cirurgia não representa a cura definitiva. A continuidade dos cuidados clínicos permanece indispensável. Sem o controle rigoroso dos fatores associados e a manutenção dos hábitos saudáveis, os ganhos obtidos na mesa de cirurgia podem se perder com o tempo.

Diante de qualquer suspeita de lipedema, a orientação do especialista é categórica: evite conclusões precipitadas baseadas em pesquisas na internet. “O caminho começa pela avaliação de um profissional habilitado, com diagnóstico adequado e controle dos fatores clínicos envolvidos. Somente depois dessa etapa deve ser analisada a existência ou não de indicação para um tratamento cirúrgico”, conclui.

 

✅ CONFIRA NOSSO PAINEL DE EMPREGOS

 

✅ CLIQUE AQUI E PARTICIPE DO CANAL DO CLARIM NO WHATSAPP

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade