Saúde

Skinorexia: dermatologista da Unimed Araxá alerta para os riscos da obsessão pelo skincare perfeito

Skinorexia e os riscos do excesso de skincare

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Cuidar da pele faz parte da rotina diária de milhões de brasileiros. No entanto, quando a busca por uma estética perfeita gera ansiedade, consumo compulsivo de cosméticos e insatisfação permanente, o autocuidado deixa de ser um hábito saudável. Nas redes sociais, esse padrão de comportamento excessivo passou a ser chamado de skinorexia.

De acordo com a dermatologista da Unimed Araxá, Dra. Gisele Basso Esteves Pires, é fundamental compreender que o termo não se trata de uma doença reconhecida pela medicina, mas sim de um alerta comportamental relevante.

“A skinorexia não é um diagnóstico médico. O termo tem sido usado para descrever uma preocupação exagerada com a aparência da pele e com a própria rotina de skincare. A pessoa passa a trocar produtos com frequência, acompanha cada lançamento e tenta corrigir características absolutamente normais, como poros, linhas finas e pequenas irregularidades”, explica a médica.

Filtros das redes sociais criam padrões inalcançáveis

A forte influência dos conteúdos digitais é apontada como um dos principais fatores para o surgimento do problema. Fotografias produzidas com iluminação profissional, maquiagem e filtros digitais estabelecem padrões irreais de beleza. Com isso, muitas pessoas passam a enxergar características naturais do rosto como imperfeições que precisam ser erradicadas a qualquer custo.

“A pele real não vem com filtro embutido. Poros existem. Textura também. Ainda assim, essas imagens acabam se tornando referência e estimulam muitas pessoas a adotarem rotinas cada vez mais complexas”, destaca a dermatologista da Unimed Araxá.

Excesso de cosméticos e ácidos pode danificar a barreira cutânea

Na tentativa de obter uma pele impecável, o uso simultâneo de múltiplos ativos, a realização de esfoliações frequentes e a aplicação de ácidos sem orientação médica tornaram-se práticas comuns. O resultado, contudo, costuma ser o oposto do desejado.

Segundo a especialista, o excesso de substâncias pode comprometer gravemente a barreira cutânea — camada responsável por reter a hidratação natural e proteger o rosto contra agentes irritantes externos.

A degradação dessa proteção resulta em sintomas como:

  • Vermelhidão e descamação;
  • Sensação de ardor ou pele repuxando;
  • Hipersensibilidade a produtos anteriormente bem tolerados.

Outro complicação frequente é a dificuldade diagnóstica em casos de alergia. “Quando muitos produtos são introduzidos ao mesmo tempo, descobrir o responsável por uma irritação pode exigir uma verdadeira investigação. O problema nem sempre está em um único cosmético, mas na combinação inadequada entre eles”, ressalta a Dra. Gisele.

Menos é mais: a importância da rotina personalizada

Para a Dra. Gisele Basso Esteves Pires, uma rotina de skincare eficiente não é definida pela quantidade de etapas ou produtos, mas sim pela escolha correta e individualizada para cada tipo de pele.

“O interesse por cosméticos pode fazer parte de uma rotina agradável de autocuidado. O problema começa quando a busca por uma pele ideal gera ansiedade, compras constantes e a sensação de que sempre falta algum produto”, conclui a dermatologista.

 

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