Esportes

CBF e clubes aprovam novas regras de arbitragem para acelerar jogos no futebol brasileiro

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram, em reunião realizada nesta segunda-feira (10) na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a adoção de novas regras de arbitragem nas competições nacionais. A medida tem aplicação imediata nas Séries A, B, C e D do Brasileirão masculino, no Brasileirão Feminino Série A1 e na Copa do Brasil.

Determinados pela International Football Association Board (IFAB), os novos protocolos buscam combater a cera e aumentar o tempo de bola rolando. A meta da FIFA é atingir o mínimo de 60 minutos de jogo efetivo. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a Série A do Brasileirão registrava uma média de 52 minutos e 54 segundos por partida — atrás de ligas como a alemã e a francesa, que lideram a Europa com média de 56 minutos e 17 segundos.

Com base em um estudo da empresa de dados Opta, a CBF estima que as mudanças tragam um ganho médio de 5 a 6 minutos adicionais de futebol por jogo.

“Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, destacou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.

Confira as 10 novas regras adotadas pela CBF

  1. Limite de 8 segundos para o goleiro: Caso o goleiro retenha a bola com as mãos por mais de 8 segundos, será cobrado escanteio a favor do adversário.
  2. 5 segundos para arremesso lateral: Ultrapassar o tempo limite para a cobrança gera reversão do lateral.
  3. 5 segundos para tiro de meta: O tempo é cronometrado após o apito do árbitro. O descumprimento resulta em escanteio para o time rival.
  4. 10 segundos para substituições: Se o atleta substituído demorar mais de 10 segundos para sair de campo, o substituto deverá aguardar um minuto antes de ingressar na partida.
  5. 1 minuto fora após atendimento médico: Jogadores que receberem atendimento dentro do gramado devem obrigatoriamente permanecer um minuto fora de campo.
  6. Atendimento médico ao goleiro: Quando o goleiro for atendido, o técnico ou capitão deve indicar um jogador de linha para cumprir um minuto fora do gramado após o reinício.
  7. Diálogo exclusivo com o capitão: Apenas o capitão da equipe pode interpelar o árbitro. Se o capitão for o goleiro, um atleta de linha será designado como interlocutor. Quem desrespeitar a norma leva cartão amarelo.
  8. Protocolo Vini Jr (antileitura labial): Cobrir a boca intencionalmente com as mãos ao discutir com um adversário será passível de expulsão direta, independentemente do teor da conversa.
  9. VAR em segundo cartão amarelo: O árbitro de vídeo poderá revisar o segundo cartão amarelo que resulte em expulsão para evitar erros disciplinares.
  10. VAR para erro em escanteios (a partir de 2027): O VAR poderá revisar escanteios marcados erroneamente, mas apenas nos casos em que a jogada resulte diretamente em gol ou pênalti.

 

Fonte: Agência Brasil

 

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