A CBMM homenageou José Alberto de Camargo que esteve na sua frente por mais de três décadas mantendo próxima relação com a comunidade de Araxá com um memorial e a denominação da avenida de acesso à unidade em solenidade realizada na manhã desta quinta-feira, 27.
Familiares, acionistas, membros do Conselho de Administração, diretores e colaboradores, representantes da Prefeitura de Araxá e da Câmara Municipal, dentre demais autoridades e integrantes da comunidade, estiveram presentes na homenagem. “Hoje, nos reunimos para celebrar uma história construída ao longo de décadas por meio do trabalho, da visão de futuro, das relações humanas e, sobretudo, da capacidade de transformar caminhos. Este momento ganha uma dimensão ainda mais especial com o descerramento do memorial instalado na rotatória de acesso que passa a preservar, neste caminho tão simbólico para a CBMM, a memória de quem teve uma participação fundamental na história da empresa e de Araxá.”
Camargo contribuiu com iniciativas que apoiaram o desenvolvimento econômico e social do município no decorrer do seu trabalho na companhia que presidiu de 1974 e 2004 e depois integrou o Conselho de Administração de 2005 a 2016. Ele participou de iniciativas que ampliaram a presença global da CBMM e impulsionaram investimentos em tecnologia, educação e meio ambiente.
O Ceo Ricardo Lima ao abrir a solenidade destacou o fundamental papel de Camargo na construção da história e dos valores da CBMM. “Sua visão de longo prazo, capacidade de liderança e o compromisso com o desenvolvimento contribuíram para o crescimento da companhia e para sua consolidação como referência global em tecnologia do Nióbio. Dar seu nome a uma das principais vias de acesso ao nosso Complexo Industrial é uma forma de preservar sua memória e reconhecer uma contribuição que segue presente na trajetória da CBMM, em Araxá e na história de todos que conviveram com ele.”
Os filhos Mônica e Felipe destacaram o vínculo de amor mantido por Camargo pela CBMM e Araxá. “Acho que de todos os lugares do mundo, de todas as ruas, eu tenho certeza de que este seria o local que ele escolheria para ter o seu nome. Nada o deixaria mais orgulhoso do que ser homenageado desta forma, cercado de amigos e colegas tão queridos”, disse Felipe.
Ao finalizar, Felipe leu um trecho escrito pelo pai quando Camargo deixou a presidência da CBMM:
“… Algumas amizades começam na infância. Outras nascem no colégio ou na faculdade, em grupos de estudo, em rodas de cerveja. Há, ainda, as que construímos depois dos 40 anos, beneficiadas pela maturidade e pela experiência adquirida. Conheci o Nióbio aos 39 anos.
À primeira vista, me pareceu um metal como outro qualquer, envolto em um corpo mineral de nome pirocloro. Extraído e processado em Araxá, Minas Gerais, no coração de um país em desenvolvimento, ele disputava espaço no mercado siderúrgico e buscava difundir no primeiro mundo sua capacidade de tornar o aço mais resistente.
Com número atômico 41, o nióbio se tornou o meu parceiro mais constante nas últimas três décadas. Ao seu lado, tive a oportunidade de levar a CBMM à União Soviética e à China, quando os dois países ainda viviam sob o regime comunista. Por causa do Nióbio, me tornei cidadão honorário de Araxá, de Belo Horizonte e de Minas Gerais e membro da Academia de Ciências Tecnológicas da Federação Russa.
Por ele, fui premiado em Pequim e a ele dediquei 30 anos de intensa atividade profissional. Também nesses 30 anos, logramos implementar um programa estratégico que nos permitiu atuar de forma integrada em toda a cadeia produtiva do Nióbio, da mineração às vendas, passando pelas áreas de processamento industrial, marketing e desenvolvimento de produtos. Estabelecemos uma relação harmoniosa com as comunidades em que atuamos e fomos pioneiros em firmar, em 82, o primeiro código de conduta ética de uma empresa. O nióbio esteve comigo em todos os desafios e em todas as conquistas…”
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