Neste mês, a campanha Abril Tulipa Vermelha busca conscientizar a sociedade sobre a doença de Parkinson, seus sintomas e os impactos na rotina de quem convive com a condição. Um dos maiores desafios para os idosos diagnosticados são as quedas, que podem causar complicações graves devido à falta de assistência imediata ou ambientes domésticos inadequados.
Segundo a enfermeira Rosemary Telles, da unidade da Cuidare Brasil em Alphaville (BA), a doença compromete o equilíbrio, a coordenação e a mobilidade. “Muitas vezes, os acidentes acontecem durante atividades simples, como caminhar pela casa ou levantar de um móvel. Um ambiente adaptado promove segurança e conforto”, explica a especialista.
7 dicas para tornar o ambiente doméstico mais seguro
Para reduzir o risco de tropeços e facilitar a locomoção, a enfermeira elaborou uma lista de adaptações práticas.
- Corredores de circulação definidos: organize os móveis para formar caminhos claros, auxiliando na orientação espacial e evitando o bloqueio da marcha;
- Referências visuais no chão: fitas ou linhas discretas no piso ajudam o idoso a retomar o movimento em episódios de “travamento”;
- Lembretes sonoros: o uso de alarmes auxilia na rotina de medicação, hidratação e pausas necessárias devido à lentidão dos movimentos;
- Substituição de embalagens: troque frascos de rosca por potes de abertura fácil para contornar a rigidez muscular ou tremores;
- Ajuste na altura de objetos: utensílios e roupas devem ficar entre a altura da cintura e dos ombros, evitando que o idoso precise se abaixar ou esticar o corpo excessivamente;
- Apoio para levantar da cama: instale barras laterais ou apoios fixos na parede para oferecer suporte no momento de despertar;
- Contraste de cores: use cores vibrantes em degraus e bordas de móveis para facilitar a identificação visual e prevenir colisões.
Autonomia com vigilância constante
Telles reforça que essas mudanças estimulam a autonomia e independência do idoso, preservando sua confiança para manter uma rotina ativa. No entanto, a especialista alerta que a adaptação física não substitui a supervisão humana.
“O idoso precisa de acompanhamento nas tarefas, pois acidentes acontecem de forma inesperada. O suporte de um auxiliar ou cuidado profissional é sempre recomendado para garantir que a prevenção seja eficaz”, conclui.
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