As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) envolvendo uma funcionária de 17 anos e o patrão dela, de 53, resultaram no indiciamento do homem pelos crimes de importunação e assédio sexual em ambiente de trabalho. O caso foi registrado na cidade de Manhuaçu, na Zona da Mata mineira.
Durante as investigações, uma das testemunhas denunciou ter sido ameaçada pelo suspeito. Diante do relato, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, cumprida na manhã do último sábado (11), no distrito de Alegria, em Simonésia. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e o inquérito enviado à Justiça.
Crime e constrangimento recorrente
Por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), apurou-se que a importunação teria começado em setembro de 2025. Segundo testemunhas, o homem realizava investidas frequentes, oferecendo vantagens econômicas e benefícios financeiros em troca de favorecimento íntimo.
Os levantamentos apontam que o patrão chegou a solicitar a outros funcionários que intermediassem propostas à vítima, sugerindo que ela obteria ascensão profissional. Tais condutas geraram profundo constrangimento à jovem, que permaneceu no emprego apenas por necessidade financeira.
Detalhes da investida e denúncia
Na data dos fatos, a adolescente solicitou um adiantamento salarial para custear despesas acadêmicas. O investigado teria condicionado o pagamento à prática de atos sexuais. Ao confrontá-lo, a vítima foi encurralada contra a parede, momento em que o homem passou as mãos em seu corpo sem consentimento.
A agressão foi interrompida pela chegada de uma terceira pessoa. O caso veio à tona em 4 de fevereiro deste ano, quando o irmão da vítima procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência.
Fonte: Ascom PCMG
✅ CLIQUE AQUI E PARTICIPE DO CANAL DO CLARIM NO WHATSAPP
































