Minas Gerais

Mateus Simões envia projeto que cria Escolas Cívico-Militares em Minas Gerais

Escola Estadual Princesa Isabel, em Belo Horizonte, está entre as instituições que já adotam o modelo cívico-militar em Minas. Foto: SEE-MG/Divulgação
Escola Estadual Princesa Isabel, em Belo Horizonte, está entre as instituições que já adotam o modelo cívico-militar em Minas. Foto: SEE-MG/Divulgação

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última sexta-feira (10), o projeto de lei que institui o Programa das Escolas Cívico-Militares (PECM) na rede estadual de ensino. A proposta prevê uma cooperação estratégica entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) e as instituições militares do estado, focando na promoção da cultura da paz e da disciplina, sem interferir na autonomia pedagógica.

Regras para adesão e critérios de seleção

De acordo com o texto, a adesão ao modelo será voluntária e dependerá de uma consulta pública com aprovação da comunidade escolar. Para a implementação, o governo observará três critérios fundamentais:

  • Vulnerabilidade socioeconômica: dados oficiais da região onde a escola está inserida;
  • Complexidade de gestão: análise baseada no índice de ocorrências disciplinares;
  • Desempenho educacional: avaliação de fragilidades organizacionais e notas em exames oficiais.

Gestão educacional e corpo docente

As unidades que adotarem o programa continuarão sob a gestão direta da SEE-MG. O projeto garante que não haverá prejuízo às funções dos profissionais de educação, que permanecem como os únicos responsáveis pelo currículo escolar, projetos pedagógicos e práticas de ensino em sala de aula.

Atuação de militares e custeio do programa

O projeto de lei determina que o suporte à disciplina será feito por militares da reserva remunerada, mediante aceitação voluntária. Um ponto importante do texto é a vedação do uso de recursos do Fundeb (Lei Federal 14.113/2020) para o pagamento desses policiais, assegurando que a verba destinada à valorização da educação básica não seja utilizada para fins de segurança ou monitoramento.

Fonte: Agência Minas

 

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