Araxá

Grande Hotel de Araxá segue na lista de imóveis que Minas pode vender para abater dívida com a União

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O icônico Grande Hotel de Araxá, um dos maiores patrimônios turísticos e históricos do Alto Paranaíba, permaneceu na lista de imóveis que o Governo de Minas Gerais está autorizado a vender ou transferir para a União. A medida foi consolidada após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovar em definitivo (2º turno), nesta quarta-feira (13), o Projeto de Lei (PL) 3.733/25.

A proposta, de autoria do Executivo, faz parte do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) e visa amortizar o saldo devedor de Minas Gerais com o governo federal. Se a União não demonstrar interesse em assumir o Grande Hotel de Araxá, o Estado poderá realizar o leilão do imóvel para a iniciativa privada, garantindo o preço mínimo de mercado.

Expominas de Araxá é retirado da lista de privatização

Embora o complexo hoteleiro continue no pacote, o município de Araxá teve uma vitória parcial nos bastidores da ALMG. Através do substitutivo nº 3, apresentado pelo deputado João Magalhães (PSD) e que incorporou emendas de deputados como Bosco (PSD), o Expominas de Araxá — atualmente sob gestão da Codemge — foi excluído da lista de venda, garantindo sua permanência como patrimônio estadual.

Ao todo, a pressão parlamentar reduziu drasticamente o plano original do governo Zema. Das 343 propriedades listadas inicialmente, apenas 191 imóveis seguem autorizados para alienação. Bens históricos como o Palácio das Artes, o Parque das Águas de Caxambu e as Águas Termais de Poços de Caldas também foram salvos da privatização após modificações no texto.

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Regras para os leilões e concessões

Para os imóveis que permaneceram no pacote — como o Grande Hotel de Araxá, o Minascentro e o Automóvel Clube em Belo Horizonte —, o projeto estabelece critérios rígidos de negociação:

  • Leilão público: caso a União recuse o ativo, a venda deve ocorrer via leilão baseado em laudo de avaliação de mercado.
  • Desconto limitado: se não houver interessados no primeiro leilão, o Estado poderá aplicar um desconto máximo de até 25% nos lances a partir da segunda rodada (o plano original previa 45%).
  • Parcerias privadas: o texto também abre brecha para que o Estado utilize os imóveis para integralização de fundos imobiliários ou celebre parcerias público-privadas (PPPs) para o desenvolvimento dos empreendimentos.

O projeto agora segue para a sanção do governador. O futuro da administração do Grande Hotel, um marco do termalismo e do turismo mineiro, dependerá do interesse do governo federal em aceitá-lo como abatimento da dívida pública.

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