A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Homicídios da 2ª Delegacia Regional de Araxá, instaurou inquéritos policiais para apurar as circunstâncias das mortes de dois homens cujos corpos foram localizados nos dias 29 e 30 de junho. Os achados ocorreram no Lago Norte do Barreiro e no Córrego da Galinha, no bairro Francisco Duarte. Até o momento, as autoridades informam que não há indícios de homicídio e que os casos não possuem ligação.
Sob a coordenação do delegado titular da Delegacia de Homicídios, Dr. Jéferson Leal da Silva, as investigações preliminares apontam que os exames de necropsia iniciais, realizados pela equipe de medicina legal, não constataram lesões ou marcas de violência física em nenhuma das duas vítimas.
Para determinar as causas exatas das mortes, amostras de materiais biológicos foram colhidas e encaminhadas ao Instituto Médico da Polícia Civil em Belo Horizonte. Os exames laboratoriais na capital mineira vão analisar a presença de álcool, drogas, substâncias tóxicas (envenenamento) ou se os óbitos ocorreram por afogamento.
Detalhes das ocorrências registradas em Araxá
Os corpos foram localizados de forma consecutiva no início da semana por moradores locais:
- Caso 1 – Lago Norte do Barreiro (29/06): Populares avistaram o corpo de um jovem de 23 anos flutuando na lagoa. A remoção foi realizada em uma ação conjunta entre o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. A perícia técnica esteve no local e o cadáver foi direcionado ao Posto Médico-Legal de Araxá.
- Caso 2 – Córrego da Galinha (30/06): No dia seguinte, o corpo de um homem de 50 anos foi encontrado por moradores dentro do leito do córrego, situado no Bairro Francisco Duarte. O protocolo de resgate e perícia foi o mesmo adotado no caso anterior. Segundo informações preliminares colhidas pelos investigadores, esta segunda vítima era usuária constante de bebidas alcoólicas, fator que será apurado para verificar se contribuiu para o óbito.
Próximos passos e prazos da investigação policial
Os procedimentos de polícia judiciária continuam em andamento e os investigadores realizam diligências em campo na tentativa de refazer os últimos passos das vítimas.
A Polícia Civil de Araxá fixou o prazo legal de 30 dias para a conclusão de cada inquérito. O fechamento dos relatórios depende diretamente da liberação dos laudos complementares emitidos pelos peritos de Belo Horizonte, que indicarão as respostas patológicas e toxicológicas necessárias para esclarecer a dinâmica de cada fatalidade.































