O talento da juventude araxaense ganhou destaque nos palcos da capital mineira. A Escola de Dança do Colégio São Domingos Araxá (CSD) alcançou um desempenho expressivo no VIII Festival Internacional Arte Minas, realizado em Belo Horizonte. O evento, consolidado como uma das grandes vitrines da dança na região, reuniu um contingente expressivo de 902 bailarinos vindos de 36 cidades, contabilizando a apresentação de 323 coreografias em múltiplas modalidades.
Representando a cultura e o esporte de Araxá, a delegação do CSD competiu com um grupo formado por 13 bailarinas e oito coreografias. O resultado técnico foi altamente positivo, com cinco das apresentações subindo ao pódio da competição internacional.
Conheça as coreografias premiadas de Araxá
O grupo garantiu posições de destaque em diferentes categorias avaliadas pelos jurados técnicos. As apresentações premiadas foram:
- 2º Lugar: “Bonecas Russas” e “O Segredo das Fadas”
- 3º Lugar: “Desprogramadas”, “Mademoiselle” e “O Chamado”
O repertório do colégio no festival também contou com as coreografias “Purple Rain”, “Fairy Doll” e “Sem Filtro”, que ajudaram a demonstrar a versatilidade e a preparação técnica do elenco.
O palco como extensão da formação pedagógica
Para a professora e coreógrafa responsável pelo grupo, Mariana Hermógenes, a vivência prática em festivais desse porte é um pilar insubstituível na formação artística e humana das estudantes.
“Na sala de aula desenvolvemos técnica, força e habilidades cognitivas. O palco é o lugar onde elas se tornam mais corajosas, interpretam personagens e contam histórias por meio da dança”, avalia a coreógrafa.
A coordenadora de atividades extracurriculares do colégio, Priscila Hermógenes, complementa que os benefícios da atividade superam os troféus obtidos na capital. Segundo ela, o processo envolve o fortalecimento da autoconfiança, da disciplina e a criação de laços afetivos duradouros entre as participantes.
Dedicação que envolve famílias e realiza sonhos
A jornada competitiva movimentou também os bastidores e contou com o apoio de uma comitiva de familiares que viajou para torcer pelas atletas. Adriana Alves, mãe da bailarina Luiza Leite, de 16 anos, expressou o orgulho de ver a dedicação da filha se transformar em resultado. “Mais do que as medalhas e troféus, ficou a certeza de que o trabalho, a dedicação e a perseverança transformam sonhos em realidade”, celebrou.
Para as jovens estudantes, o festival representou a quebra de novas barreiras e a projeção de suas carreiras na arte. A bailarina Carolina Boaventura Anacleto, de 12 anos — que integrou o elenco das coreografias “Bonecas Russas” e “Sem Filtro” —, relembrou seus primeiros passos.
“É muito gratificante saber que o colégio me ajudou a criar asas para a dança. Minha primeira competição foi em Araxá, no ano passado, e agora participar de um festival internacional me inspira a crescer ainda mais”, concluiu a jovem promessa da dança local.
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