Editorial

Guardião da memória

Editorial Jornal Clarim

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A primeira edição do Jornal Clarim circulou há 30 anos em 15/02/1996, transformando-se num dos principais registros históricos da memória contemporânea de Araxá. O passado não só aponta os acertos e erros das políticas públicas implementadas ou não no decorrer do tempo, como confere referências ao presente e, principalmente, constitui-se na identidade cultural da comunidade em constante desenvolvimento.

Quanto mais fidedigna a memória em relação aos importantes acontecimentos da história da cidade, menor o risco de ser manipulada ou mesmo perder-se no tempo, enquanto são maiores as chances de acertar nas vindouras ações. Os fatos registrados nestes 30 anos conduziram a opinião do Jornal Clarim refletida nos 1.334 editoriais publicados até esta edição de aniversário, assim como também a dos leitores que confiam na sua informação para formar a sua própria análise.

A credibilidade do veículo de comunicação é o seu maior patrimônio – se tem ou não, conforme apresenta-se editorialmente no decorrer da sua existência. Nesse aspecto, apesar das mudanças de formato, layout, distribuição e até com a nova plataforma através do portal de notícias Cla-rim.Net que completa 15 anos no ar em abril de 2026, o jornal impresso continua incólume como guardião da memória coletiva.

O que em parte deve-se à importância da mídia impressa ainda na atualidade, pois não é possível alterar o que está registrado nas páginas de papel de um jornal nem com toda tecnologia disponível, o que reforça a sua confiabilidade. É impossível recolher de novo todos os exemplares distribuídos por um veículo impresso, sempre restarão aqueles que inexoravelmente circularam com as informações do seu tempo. O jornal conta o passado, o presente e norteia o futuro através das informações geradas pela população.

Essa linha do tempo através do Jornal Clarim hoje definida em 30 anos de circulação ininterrupta permite balizar importantes decisões atuais como no caso da necessidade de construção ou não de um hospital público em Araxá. Mesmo antes desse período por volta de 1990, iniciou-se a construção de um hospital regional em área junto ao campus do Uniaraxá numa parceria entre os governos municipal e federal. Paralisada por questões políticas em meio ao impedimento do então presidente da República, o local da construção foi utilizado anos depois de iniciada para o funcionamento da Unisa.

É possível deduzir que esse hospital que seria o primeiro público de Araxá poderia ter mudado completamente os estágios em que hoje se encontram a educação e a saúde local, tornando-a realmente uma cidade polo nestas ofertas de atendimento na microrregião, o que se perdeu no caminho. Ou seja, a primeira universidade pública de Araxá autorizada pelo governo federal há mais de 30 anos ainda não foi viabilizada.

Quiçá esses parâmetros sirvam para avaliar a importância de enfrentar e vencer esses grandes desafios. Assim como na cultura com a falta de um arquivo público, um teatro municipal mal construído e fechado há anos, a falta da nova sede da escola municipal de música e também da “casa própria” da biblioteca pública.

 

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