Editorial

Necessário Carnaval

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O Carnaval é a maior festa popular do país, independentemente das questões religiosas e ideológicas que sempre o envolve desde a sua origem no Século XVII. Em Araxá, essa centenária tradição que remonta do período colonial precisa acontecer a cada ano para não se perder enquanto um evento cultural e turístico que pode movimentar a economia local.

A origem do Carnaval no país data dos anos 1640 através do entrudo, uma brincadeira de rua portuguesa com água, farinha de trigo e outros ingredientes jogados pelas pessoas que com o tempo recebeu influências indígenas e africanas. Até que a elite passou a reprimir o popular entrudo e promover o baile de máscaras inspirado nos europeus.

Apesar de tudo, o Carnaval evoluiu como parte da identidade do povo brasileiro, tornando-se um evento global caracterizado pelo samba e outros ritmos regionais como o afoxé, frevo, maracatu e o trio elétrico com suas danças e fantasias, envolvendo todos sem discriminação.

Araxá tem importante tradição carnavalesca com seus auges e períodos de decadência, porque assim como em todo o país é preciso apoio governamental e patrocínio para que a festa seja de fato popular e marque o calendário de eventos enquanto cidade turística.

Hoje, a elite continua frequentando os bailes, os camarotes nas grandes festas carnavalescas. Assim como o Carnaval de rua é cada vez mais popular do Congado e Folia de Reis à escola de samba, bloco carnavalesco e trio-elétrico. Afinal, o Carnaval não só reflete a identidade cultural dos brasileiros como movimenta significativamente os negócios que visam ao entretenimento e turismo.

Neste ano, o primeiro do segundo mandato da atual gestão municipal, existe um empenho conjunto da prefeitura através da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e Secretaria Municipal de Turismo com apoio da iniciativa privada para a realização do Carnaval popular de Araxá de forma mais profissional e consistente para que possa iniciar um novo ciclo.

A cidade já teve áureos carnavais com bailes em clubes e no Grande Hotel, além dos desfiles de escolas de samba que atraiam araxaenses ausentes e turistas no importante feriado e que hoje estão na saudade. Contudo, com muito pouco recurso diante do custo-benefício e vontade política, é possível reinventar a festa como em tantas outras cidades turísticas que vão consolidando essa tradição.

Neste ano, apesar do habitual atraso na tomada de decisão e início dos preparativos, o evento promete ser melhor do que em 2025 dado ao trabalho conjunto. Os preparativos efetivamente começaram a menos de um mês do Carnaval de rua de Araxá que este ano acontece nos quatro dias do feriado de 14 a 17 de fevereiro próximo.

Mais uma vez, os responsáveis pelos blocos passaram o ano inteiro só aguardando a definição do apoio do poder público. Quiçá esse novo envolvimento possa capitanear ações a serem desenvolvidas no decorrer deste ano visando ao próximo Carnaval. A formação e capacitação de músicos para as baterias, de passistas, estilistas para as alegorias, costureiras para as fantasias e tantos outros profissionais envolvidos com a promoção de eventos para arrecadar fundos junto à comunidade dentre outras iniciativas é um resgate cultural do Carnaval local.

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