A exemplar iniciativa do grupo de sete empresários locais que se uniram para adquirir o Hotel Colombo demonstra a importância de acreditar e investir no potencial turĂstico de Araxá. É um pontapĂ© para a administração municipal nĂŁo sĂł investir mais na infraestrutura turĂstica da cidade, como resolver as pendĂŞncias relativas ao Complexo do Barreiro junto ao governo do Estado que indiscutivelmente Ă© seu principal atrativo.
O grupo reconhece que as especificidades das edificações do antigo Hotel Colombo e da capelinha ao lado tombados como patrimĂ´nio histĂłrico enriquecem o investimento que será feito para transformá-los em atividades rentáveis no privilegiado espaço do Barreiro. Assim como sabe que primeiro Ă© preciso buscar quem tem expertise na área para seguir empreendendo com propostas viáveis economicamente, nĂŁo adianta sĂł querer retorná-lo Ă condição de hotel. TambĂ©m existe uma extensa área de 7 mil m² no entorno que precisa ser aproveitada da melhor forma possĂvel.
A atual gestĂŁo demonstra vontade polĂtica com a criação da Secretaria Municipal de Turismo, no entanto, ainda nĂŁo estĂŁo previstas fundamentais ações que exigem investimentos como um novo terminal rodoviário para partir do básico.
Outras carĂŞncias sĂŁo a de um ginásio poliesportivo com capacidade para receber competições atĂ© nacionais do esporte especializado que Ă© uma das vocações da cidade. A adequada preservação e proteção Ă memĂłria histĂłrico-cultural do municĂpio que se esvai diante da falta de um arquivo pĂşblico e de pesquisas e publicações que inclusive poderia ser construĂdo junto Ă sede prĂłpria da Biblioteca Municipal Viriato Correia que continua “itinerante”. A reforma do mirante com a estátua do Parque do Cristo cada vez mais deteriorado e subutilizado e implantação de um digno Centro de Informações TurĂsticas sĂŁo outras necessárias providĂŞncias.
AlĂ©m da vontade polĂtica, o planejamento e execução tĂ©cnicos a partir de um preciso diagnĂłstico que retrate de fato o atual contexto turĂstico do municĂpio sem passar pano sĂŁo imprescindĂveis. A equipe da Secretaria Municipal de Turismo tem se esforçado ao máximo e alcançado bons resultados, porĂ©m falta a integração da atividade aos tantos segmentos que alcança inclusive dentro da prĂłpria prefeitura.
Essa macro visĂŁo do turismo com aumento da sua participação na arrecadação municipal Ă© crucial para o momento pelo qual passa Araxá diante da inclusĂŁo da Companhia de Desenvolvimento EconĂ´mico de Minas Gerais (Codemig) e do Grande Hotel e Termas no Programa de Pleno Pagamento das DĂvidas dos Estados (Propag) para amortizar o saldo devedor de Minas Gerais com o governo federal.
NĂŁo há dĂşvida no interesse da UniĂŁo na Codemig que recebe 25% do lucro lĂquido da operação do niĂłbio no municĂpio, ou seja, cerca de R$ 2 bilhões por ano. PorĂ©m, se o governo federal nĂŁo demonstrar interesse em assumir o Grande Hotel e Termas, podem ser leiloados pelo Estado para a iniciativa privada. O que deixa em suspense se continuará ou nĂŁo a ser administrado pelo Grupo Tauá ou se mais uma vez passará por um processo de transição e atĂ© fechamento.
O esforço polĂtico capitaneado pelo deputado estadual Bosco e o prefeito Robson Magela Ă© o de municipalizar áreas da Codemig que estĂŁo em Araxá para que nĂŁo sejam incluĂdas nos imĂłveis postos Ă venda em função do Propag. A exemplo do Expominas de Araxá que foi retirado da lista de privatização, apesar do Complexo do Barreiro continuar no pacote.
Atenção, façam suas apostas, o turismo araxaense está em jogo.
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