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Editorial 🔸 Antes, depois e agora do Fliaraxá

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É inquestionável o legado do Festival Literário Internacional (Fli) de Araxá junto às crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos da comunidade atingidos pelo poder da palavra – lida, escrita e falada, capaz de transformar não só o seu próprio universo como a cidade em que vivem.

A 14ª edição do festival foi a segunda realizada no Centro Cultural do Uniaraxá na semana passada, marcando uma nova fase depois de idas e vindas em outros espaços da cidade. O centro cultural que abriga o Teatro CBMM com 600 lugares e as sedes da Academia Araxaense de Letras (AAL) e da biblioteca do Uniaraxá dentro do campus não poderia ser mais adequado para o público-alvo de estudantes.

No entanto, esse tempo de apropriação do festival pela comunidade exige reavaliações a cada edição, especialmente na estrutura para que possa receber melhor cada vez mais pessoas. Mais espaço para os encontros realizados fora do teatro e para a área gastronômica tão tradicional em Araxá, assim como tendas de proteção do sol e chuva e mais vagas de estacionamento são sugestões.

Nada que não possa ser feito para ser melhor a cada edição, a exemplo dessa última marcada pela maior participação dos autores locais e regionais. O promotor cultural Afonso Borges já proporcionava encontros com renomados autores abertos à comunidade pelo Sempre Um Papo com o patrocínio da CBMM quando realizou a primeira edição do Fliaraxá em 2012, na Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB).

À época com o tema “Juventude, Literatura e Experiência”, o festival reuniu 25 autores de primeira linha que circularam junto ao público de 6 mil pessoas. O clima intimista e acolhedor convidava para a especial programação com importantes e atuais debates sobre o que nos circunda, instigando à literatura.

O Fliaraxá cresceu ao ponto de acontecer no glamouroso Grande Hotel a partir da sexta edição in 2017, atingindo o auge, sempre com o propósito de formar leitores e escritores, fomentando o pensamento crítico do público, se tornando um marco cultural da cidade.

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Porém, essa grandiosidade acabou questionada por desviar o foco do público da literatura em si com outras atrações como os shows musicais na praça de alimentos e bebidas, assim como ser realizado no Complexo do Barreiro distante da cidade.

Apesar disso, a edição seguinte em 2018 atraiu 30 mil pessoas para o complexo em plena Copa do Mundo e presença de 120 autores. Assim como a oitava edição de 2019, com o tema “Literatura, Leitura e Imaginação” também aconteceu no Barreiro. Em 2020, o evento migra para o formato híbrido (phygital) devido à pandemia e a programação com contínuas 101 horas de transmissão obteve um total de 6,2 milhões de visualizações.

A 10ª edição com o tema “Abolição, Independência e Literatura” aconteceu em 2022 na pós-pandemia com transmissões pelas redes sociais e presencialmente em diversos locais como Grande Hotel, teatro municipal, Parque do Cristo e FCCB. Um tempo de público disperso devido à falta de espaço adequado na cidade e de recursos.

A 11ª edição em 2023 aconteceu no estacionamento do Estádio Fausto Alvim com uma série de problemas como o atraso na programação e as palestras nos estandes concorrendo com o som dos ensaios de bandas ou das atividades no palco principal bem próximos. O que também contribuiu para a 12ª edição voltar a acontecer na FCCB que sediou a primeira, porém mesmo reformada não comportava mais o festival.

Então, a partir da 13ª edição em 2025 e dessa 14ª neste ano, o festival acontece no Centro Cultural Uniaraxá se reinventando, mas continua a ser um importante legado para as gerações araxaenses. A exemplo do jovem Carlos Vinicius que de aluno premiado no segundo concurso de redação passou a ser um dos curadores do Fliaraxá.

 

 

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