O prefeito Robson Magela anunciou investimentos que totalizam quase R$ 100 milhões no decorrer destes próximos três anos de mandato em mobilidade urbana e qualidade de vida. Assim como a decisão de exigir da Copasa o saneamento do córrego Grande como contrapartida para a renovação do contrato de concessão de água e esgoto da cidade – a principal obra de infraestrutura urbana prevista no primeiro Plano Diretor (PD) e paralisada há uns vinte anos.
O projeto de lei que autoriza o Executivo a contratar um empréstimo de R$ 50 milhões junto à Caixa Econômica Federal foi remetido à apreciação da Câmara Municipal, sendo o primeiro a ser feito nestes seis anos da gestão do Robson mediante a comprovação da capacidade de endividamento do município.
Além disso, estão previstos mais R$ 21 milhões de investimentos em recursos próprios do município e R$ 18 milhões do governo federal através de emenda parlamentar. O governo estadual também participa deste somatório com R$ 11 milhões para a revitalização da av. do Comboio que em seguida será municipalizada.
Todas as obras previstas são fundamentais para adequar a cidade ao significativo aumento no número de veículos em circulação que cada vez mais estrangulam o trânsito em pontos críticos nas regiões central e periférica. Um complicador é o vencimento da vida útil do asfalto em quase toda a cidade com o agravante de em muitos locais ter sido feito sem a devida resistência, além dos constantes remendos da Copasa.
É inconcebível o gasto em torno de R$ 6,5 milhões por ano com a operação tapa-buraco que em muitos casos já não resolve o problema, desperdiçando estes recursos. As rotatórias não têm mais a funcionalidade de antes e precisam ser substituídas pelos modernos sinais, o que está contemplado nessas ações que começam no importante cruzamento das avenidas Danilo Cunha, Washigton Barcelos e Pedro de Paula Lemos no Setor Norte.
Esse salto também precisa ser ambiental visando à qualidade de vida, especialmente com o gerenciamento correto de todos os tipos de resíduos sólidos produzidos na cidade. Hoje, o retrocesso faz com que todo o lixo urbano coletado em Araxá seja transportado e depositado em Uberaba com alto custo devido ao fim da vida útil do aterro sanitário local.
Urge mudar essa situação ambiental que ainda implica o saneamento dos córregos Grande e Galinha que cortam a cidade com insalubres áreas invadidas sem infraestrutura básica. Outra preocupação são as crateras abertas no asfalto em vários pontos da cidade, especialmente em loteamentos construídos em cima de áreas com nascentes antes preservadas pelo PD, mas depois liberadas para expansão urbana mediante alterações nas leis aprovadas pela Câmara Municipal.
A continuidade da av. Rosalvo Santos até a BR 262 a partir do saneamento do córrego Grande já era considerada a principal obra viária necessária ao crescimento ordenado da cidade desde o primeiro PD aprovado no fim de 2002. O primeiro trecho da rodoviária até a rotatória do bairro Bom Jesus denominado av. Rosalvo Santos foi executado pela Copasa como contrapartida para renovação da concessão da água somando-se à do esgoto antes mantido pelo município na mesma época.
Quase 25 anos depois, a gestão municipal finalmente prioriza a continuidade dessa obra, oportunamente cobrando-a como contrapartida da companhia de saneamento para a renovação dessas concessões até 2073.
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